Promotoria espera inquérito para decidir se vai indiciar cirurgião
A morte da jornalista Lanusse Martins durante cirurgia de lipoaspiração foi considerada pela delegada Martha Vargas um homicídio doloso
Mara Puljiz
Matéria publicada no Correio Braziliense do dia 2/2/2010
O Ministério Público aguarda a conclusão do inquérito pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) para decidir se vai indiciar o cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes, responsável pela lipoaspiração na jornalista Lanusse Martins Barbosa, 27 anos. A jovem morreu no último dia 25 na mesa de cirurgia do Hospital Pacini, localizado na Asa Sul. Segundo o chefe da Promotoria de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), Diaulas Ribeiro, são três as possibilidades: o indiciamento por homicídio doloso (com intenção de matar), conforme entendimento da delegada-chefe da 1ª DP, Martha Vargas, por homicídio culposo (sem intenção) ou ainda o arquivamento do caso.
A delegacia tem até o próximo dia 26 para encaminhar o inquérito ao MP. Esta semana, são esperados os depoimentos dos familiares que estavam com a jornalista no dia da cirurgia, como a mãe, Maria das Graças Barbosa. Na próxima semana, a titular da 1ª DP irá intimar Haeckel para prestar esclarecimentos referentes à morte de Lanusse. Ele não será ouvido antes em razão de ter apresentado atestado de 15 dias, assinado por um psiquiatra alegando estar abalado com a tragédia.
Segundo a delegada, o depoimento do cirurgião não deve alterar o indiciamento por homicídio doloso. “O laudo é uma prova material incontestável. O Instituto de Medicina Legal foi bastante preciso nas circunstâncias em que ocorreu o fato”, explicou Martha Vargas.
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