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Assembleia realizada em dois turnos nesta quinta-feira, 20/5, rejeitou as propostas apresentadas pelos patrões, mantendo somente as questões que já tinham sido pactuadas nas reuniões de negociação ocorridas até agora. A categoria voltou a mostrar insatisfação com o aumento de 5% oferecido pelas empresas em quase todos os itens econômicos e repudiou a falta de disposição do patrões em debater, inclusive, as cláusulas sociais, que não representam impacto financeiro para as empresas. No caso do reajuste salarial, os empregadores ainda propõem um parcelamento do percentual em duas vezes.

Mostrando disposição em avançar no processo de negociação, os trabalhadores alteraram a proposta de reajuste salarial. Pela nova contraproposta, o índice sai de 14,32% para 13,32% (INPC/9,91% + 1,42% de perda do ano de 2015 + 2% de ganho real). A categoria também diminuiu os valores reivindicados para a Participação dos Lucros e Resultados. O teto que era de R$ 3.200 passou para R$ 3.100 e o piso saiu de R$ 2.500 para R$ 2.450. No caso do auxílio-alimentação, os jornalistas reduziram o mínimo de R$ 500 para 400 por mês (R$ 20 por dia).

O Sindicato teme que a negociação de 2016 demore a chegar a um acordo favorável à categoria, conforme ocorreu em 2015. Nas quatro reuniões realizadas até o momento, os patrões utilizaram os mesmos argumentos do ano passado para justificar as propostas insuficientes. "Eles colocam a culpa nas crises econômica, política e do setor da comunicação. É muito importante que a categoria participe do processo, visto a dificuldade apontada desde o início da negociação. Não vamos aceitar que os trabalhadores continuem pagando a conta da crise, que, definitivamente, não é nossa”, aponta Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

Segundo Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF, os jornalistas têm demonstrado disposição para negociar e chegar a uma proposta que atenda suas demandas. “Os trabalhadores estão fazendo seu papel alterando a proposta. Esperamos que as empresas também demonstrem disposição e avancem em relação à contraproposta, porque o que temos hoje é aquém do necessário, com valores muito abaixo do índice inflacionário”, disse Valente.

 

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 2% de ganho real 5% de aumento, sendo 3% no fechamento e 2% em outubro retroativo a março.
Piso RS 2.571 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 440 (5%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 5%

Resumo da Pauta

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 2% de ganho real

Piso -R$ 2.571
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%l

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

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