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Publicado em Quarta, 15 Junho 2016 17:13
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Os sindicatos dos Jornalistas do DF e das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (Sinterj-DF) realizaram nesta quarta-feira, 15/6, mais uma mesa de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017. Os patrões voltaram a apresentar a oferta de 5% de reajuste nos salários e no piso da categoria. A única diferença em relação à proposta anterior é que os empresários retiraram o parcelamento em duas vezes, deixando agora a partir da assinatura da CCT. A oferta dos patrões está muito aquém do que a categoria reivindica e significaria uma perda de 6,32% em dois anos (4,91% em 2016 além dos 1,42% do ano passado).

Durante a mesa de negociação, o SJPDF defendeu a contraproposta dos trabalhadores aprovada na consulta realizada nas redações na semana passada, que já havia sido encaminhada por ofício na semana passada ao Sinterj. Ela prevê um reajuste de 12,33% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91%, mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado e 1% de ganho real). Os trabalhadores diminuíram em 1% a reivindicação do reajuste salarial, o que demonstra disposição para dar continuidade à negociação. Os jornalistas também abaixaram o valor solicitado para a Participação nos Lucros e Resultados (também conhecida como abono). O teto era de R$ 3.100 e passou para R$ 3.000 (confira a tabela de comparação de propostas abaixo). 

“Os patrões estão utilizando novamente a estratégia para cansar a categoria fazendo propostas irrisórias. O que entendemos é que precisamos fazer esse enfrentamento junto com os trabalhadores para garantir minimamente o valor do salário sem a perda da inflação. A proposta dos patrões corresponde a menos de 60% do teto da inflação do período da data-base. Isso não dá para aceitar. Se for necessário ajuizar o pedido de dissídio sem anuência da outra parte nós o faremos. Nós temos que garantir que o trabalhador não perca o seu poder de compra. Não podemos admitir que tudo esteja subindo e o salário encolha”, afirma Wanderlei Pozzembom, coordendador-geral do SJPDF.

PLR e piso 

Os diretores do Sindicato lembraram que durante a consulta ampla maioria dos profissionais rejeitou o aumento de 5% e rechaçou a proposta dos empresários de diminuir pela metade a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A entidade laboral também colocou que os jornalistas consideram o reajuste do piso uma questão central, visto que as empresas têm renovado muito o quadro de funcionários e muitos novos jornalistas são contratados para receber o piso da categoria.

O Sindicato voltou a destacar que a negociação deve ser feita de uma forma ampla e ser um exercício das duas partes. Os diretores do SJPDF disseram que as empresas estão presas na negociação dos itens econômicos e desconsideram as demandas sociais apresentadas pela categoria. A partir dessa cobrança, os diretores do Sindicato dos Jornalistas passaram a cobrar resposta a cláusulas sociais discutidas em reuniões anteriores.

"A falta de disposição total das empresas para avançar nas cláusulas sociais, inclusive em itens que não têm impacto econômico nenhum, mostra que o problema não é só econômico. A questão é que as empresas querem represar a ampliação dos direitos da categoria", critica Leonor Costa.

Férias

O Sindicato dos Jornalistas colocou ser importante dar o direito ao trabalhador de definir se ele quer ou não parcelar as suas férias. As empresas argumentaram que isso gerava uma grande dificuldade na organização da agenda das férias dos funcionários. Que o comum acordo seria a melhor opção. O Sindicato explicou que o comum acordo da forma que ele está é uma determinação da empresa, pois ela escolhe se o funcionário parcela ou não as férias. As empresas resistem em dar esse direito aos trabalhadores, no entanto, o sindicato laboral explicou que essa é uma demanda que não envolve dinheiro.

Licença Maternidade e Paternidade

Os diretores voltaram a colocar que a categoria reivindica o aumento da licença-maternidade de 90 para 180 dias e da licença-paternidade de sete para 30 dias. O Sindicato explicou que essas reivindicações são pautas históricas nas campanhas salariais e precisam ser analisadas com carinho pelos patrões.

Auxílio-creche

Os jornalistas lutam por uma mudança importante no auxílio-creche que é considerar esse benefício para todos os jornalistas, especificamente para os homens, independentemente se eles possuem guarda compartilhada ou não. Os patrões não se posicionaram.

Assédio moral e sexual, racismo, abusos de poder e danos morais

O Sindicato também tocou na questão do assédio moral. Apresentou dados da pesquisa que realizou sobre tema e disse que 80% das mulheres que participaram do levantamento apontaram que já sofreram assédio moral. O Sindicato explicou que a ideia é montar uma Comissão paritária que possa preservar o jornalista para que ele não seja retaliado internamente. A intenção é proteger as vitimas. A comissão também serve para avaliar as denúncias de assédio, que necessariamente não são individuais. Existem casos de reclamações de um mesmo chefe, por exemplo. O Sindicato reafirmou que isso é um problema grave e que não demanda dinheiro, no entanto, as empresas colocam dificuldade para aprovar. 

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real 5% de aumento
Piso RS 2.571 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 3.000
    - Piso - R$ 2.450

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real

Piso -R$ 2.571
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

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