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O Sindicato dos Jornalistas do DF convoca a categoria para mais uma assembleia da Campanha Salarial 2016 na próxima quarta-feira, 22/6, em dois turnos (13h e 19h30), no auditório da entidade (SIG, Qd. 2, Ed. City Offices). A assembleia avaliará o impasse na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas do DF 2016/2017, já que os patrões empacaram na oferta de 5% para o reajuste nos salários e no piso da categoria. Além disso, as empresas querem reduzir pela metade a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), também conhecida como abono.

A oferta de reajuste salarial dos patrões está muito aquém do que a categoria reivindica. Se aprovado este índice, isso significaria uma perda de 6,32% em dois anos (4,91% em 2016 além dos 1,42% do ano passado). Em relação ao piso, item considerado prioridade pelos trabalhadores na negociação, a proposta também é muito ruim. "Com as reiteradas demissões, as redações foram rejuvenescidas com muitos colegas ganhando o piso. Essa é uma preocupação grande da diretoria e que tem aparecido nas assembleias", afirma Jonas Valente, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas.

Na última mesa de negociação, o Sindicato apresentou a contraproposta dos trabalhadores aprovada na consulta realizada nas redações. Ela prevê um reajuste de 12,33% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91%, mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado e 1% de ganho real). Os trabalhadores diminuíram em 1% a reivindicação do reajuste salarial, o que demonstra disposição para dar continuidade à negociação. Os jornalistas também abaixaram o valor solicitado para a Participação nos Lucros e Resultados (também conhecida como abono). O teto era de R$ 3.100 e passou para R$ 3.000 (confira a tabela de comparação de propostas abaixo). 

Mobilização

Nesta assembleia, também será discutido como ampliar a mobilização para buscar desempacar a negociação. "As empresas vêm enrolando e não saem dos 5%. Se ficarmos neste ritmo, só fecharemos um acordo ano que vem. Isso faz parte da estratégia de cansar os trabalhadores. Por isso precisamos amplificar a pressão em cima dos veículos", defende Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF 

 

Veja mais informações da última mesa de negociação aqui

 

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real 5% de aumento
Piso RS 2.571 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 3.000
    - Piso - R$ 2.450

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real

Piso -R$ 2.571
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

 

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