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A assembleia realizada nesta quarta-feira, 23/6, encaminhou a segunda consulta às redações, que ocorrerá até segunda-feira, 27/6. Os jornalistas irão escolher entre a proposta apresentada pelos patrões na última mesa de negociação ou a contraproposta elaborada nas duas etapas da assembleia. A assembleia também deliberou a realização de um levantamento junto à categoria sobre a concordância ou não de pedido de dissídio.

Desde o início das negociações os patrões não avançaram nos acordos das cláusulas econômicas e sociais. Novamente, assim como ocorreu em 2015, os empresários justificam que as propostas são ruins por conta de problemas financeiros e da crise no setor. Depois de várias mesas de negociações, os empregadores continuam ofertando 5% de reajuste salarial (o que representa uma perda de 6, 32% em dois anos (4,91% em 2016 além dos 1,42% do ano passado). Além disso, as empresas querem reduzir pela metade a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), também conhecida como abono.

A contraproposta dos trabalhadores que foi aprovada na assembleia prevê um reajuste de 12,33% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91%, mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado e 1% de ganho real). Os trabalhadores diminuíram o valor do piso de R$ 2.571 para R$2.500. Os jornalistas também abaixaram o valor solicitado para a Participação nos Lucros e Resultados (também conhecida como abono). O teto era de R$ 3.000 e passou para R$ 2.900 e o piso passou de R$ 2.450 para R$2.400. Mais um item que foi reduzido pelos trabalhadores foi o do auxílio-alimentação. Antes os jornalistas solicitavam o mínimo de R$ 400 por mês. Agora, eles pedem R$ 380.

Confira abaixo o quadro comparativo das propostas

Dissídio Coletivo

Caso o levantamento da categoria indique que o Sindicato deva entrar com o pedido de dissídio coletivo na justiça, os jornalistas irão deliberar a questão em uma nova assembleia que será realizada na segunda-feira, 27/6. Mesmo que os trabalhadores optem pelo dissídio, conforme a legislação esse pedido só poderá ser feito com a anuência das duas partes. O sindicato patronal já deixou claro que não está de acordo com a solicitação de dissídio. No ano passado, a categoria escolheu entrar com o pedido de dissídio, mas o tribunal não aceitou.  

Mobilização

A categoria também aprovou na assembleia que na próxima semana realizará uma mobilização para dizer não ao reajuste pela metade. Os jornalistas irão postar fotos nas suas redes contra a oferta dos patrões. A diretoria do SJPDF ressalta que a mobilização é fundamental para pressionar as empresas a apresentarem novas propostas para os trabalhadores.

Segundo Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF, a categoria deve se unir neste momento. "Somente ampliando a pressão nós vamos conseguir sair desse impasse que está a negociação. Os patrões ofertam os 5% de reajuste desde a primeira mesa de negociação. A estratégia deles é cansar a categoria como fizeram em 2015”, afirma.

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real 5% de aumento
Piso RS 2.500 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.900
    - Piso - R$ 2.400

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real

Piso -R$ 2.500
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 2.900
    - Piso - R$ 2.400
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

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