campanha sindicalizacao 2021

PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

A diretoria do SJPDF convocou assembleia para o dia 8 de agosto em duas etapas, às 13h e às 19h30, para avaliar a nova proposta patronal da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas do DF. Na quarta-feira (3/8) foi realizada a décima reunião de negociação da CCT 2015/2016. A expectativa era que o Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Jornais e Revistas (Sinterj/DF) chegasse com mudanças que avançassem de fato e tirassem a negociação do impasse em que se encontra.

No entanto, a nova oferta vai além apenas no piso, que saiu de 5% para 5,5%. A outra mudança foi a retomada dos parâmetros de compensação de horas-extras ao patamar da atual Convenção. Na versão anterior da pauta patronal estava prevista a ampliação do número de horas-extras a serem compensadas e o prazo. No restante, a proposta das empresas segue a mesma (veja mais abaixo).

Proposta laboral

A contraproposta aprovada na última assembleia dos jornalistas, realizada no dia 23 de julho, prevê reajuste de 11,83% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91% mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado e 0,5% de ganho real). Em relação ao piso, os trabalhadores solicitam o valor R$ 2.500. Para a Participação nos Lucros e Resultados (também conhecida como abono), o teto é de R$ 2.900 e o piso de R$ 2.400 (confira abaixo o quadro comparativo de propostas). Foi aprovada nova formulação para a cláusula de consciência. Também foram reforçados os pleitos de garantia do direito dos jornalistas de definirem se querem ou não parcelar as férias, de criação da comissão de apuração de casos de assédio sexual e moral e tratamento discriminatório.

Impasse

Na reunião desta quarta, os representantes do Sindicato dos Jornalistas criticaram fortemente a lentidão no andamento da negociação, questionando a tática de fazer alterações ínfimas para cansar a categoria com vistas a fazer com ela aceite um acordo abaixo da reposição inflacionária e sem melhorias nos itens sociais.

As empresas voltaram a apontar dificuldades financeiras. Segundo elas, há empresas que não podem arcar com obrigações maiores. Também reclamaram que é preciso ter uma sinalização maior da categoria quanto às demais cláusulas no sentido do que pode contribuir para o fechamento do acordo. Por fim, alegaram que não existe impasse na negociação uma vez que as reuniões estão ocorrendo e propostas diferentes estão sendo apresentadas.

Os representantes do Sindicato afirmaram que o impasse não é apenas a interrupção da negociação e que ele existe na prática no momento em que as mudanças são ínfimas e o avanço é lento quase parando. Lembraram que as empresas não saíram até agora dos índice de 5% no reajuste salarial e que nem nas cláusulas sem impacto direto econômico houve avanço. Os diretores do SJPDF cobraram que as empresas mostrem onde está obstáculo financeiro e ajudem a encontrar caminhos para superá-lo. E destacaram que é fundamental avançar nas cláusulas sociais mas que fica difícil a categoria abrir mão de metade do reajuste e da PLR. Mesmo assim, as questões serão colocadas em debate na próxima assembleia.

MPT e dissídio

A reunião ocorreu após uma tentativa de mediação no MPT. Na ocasião o sindica to patronal recusou a participação do Ministério Público do Trabalho na mesa. Frente ao impasse, um dos caminhos aprovados em assembleias anteriores pelos jornalistas foi o ajuizamento do dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho. O tema está sendo encaminhado pelo departamento jurídico do Sindicato.

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 0,5% de ganho real 5% de aumento
Piso RS 2.500 R$ 2.70 (5,5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.900
    - Piso - R$ 2.400

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Para o jornalista que recebe o piso será garantido o mínimo de R$1.100

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 0,5% de ganho real

Piso -R$ 2.500
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 2.900
    - Piso - R$ 2.400
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 80% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

Receber notícias

O objetivo da data é lembrar a importância de uma comunicação de massa, do jornalismo cidadão, a fim de criar um si… https://t.co/8edM5UtP0g
📲 Saiba mais sobre Antonieta de Barros: https://t.co/yNqSC8hPgM 📷 Foto: G1 / Painel em Florianópolis, inaugurado… https://t.co/g04CwP0AMc

Acesse o Site