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A segunda mesa de debates do Congresso Distrital dos Jornalistas tratou das novas tendências da atividade. Estiveram presentes o repórter Bruno Lupion, do site Nexo, a repórter especial da Revista AzMina Carol Vicentin, o editor de tecnologia do Portal EBC, Leyberson Pedrosa, e a coordenadora do Observatório Latinoamericano das Indústrias de Conteúdos Digitais (Olaicd) e professora da Universidade Católica, Cosette Castro.

Castro iniciou apresentando resultados preliminares da pesquisa sobre mudanças nas rotinas produtivas a partir da convergência de mídias, iniciativa em parceria com o Sindicato dos Jornalistas e que faz parte do projeto “Futuro do Jornalismo”, promovido pela entidade. A equipe responsável pelo estudo ainda está finalizando o trabalho de campo, mas já foi possível perceber algumas tendências. Foi detectado que há uma cultura estimulada de tratar o acúmulo de funções como algo “dado” e que muitas vezes é absorvida como única oção pelos profissionais.

Bruno Lupion apresentou a experiência do Nexo. O site busca dialogar com um público que vai de uma esquerda mais crítica a uma direita liberal “leve”. O site foge do factual diário e aposta em matérias mais específicas e na explicação e contextualização, com bastante didatismo. O desafio central é ainda garantir a sustentabilidade do projeto. O repórter ponderou que ainda não há uma cultura no país de assinar publicações online e que isso é uma barreira às expriências somente nas plataformas online.

Desafio semelhante encontra a equipe da Revista AzMina. A publicação surgiu para trabalhar com a pautas específicas relacionadas ao feminismo. O mecanismos o financiamento coletivo foi adotado já tanto para o lançamento quanto para um projeto de bolsas. No entanto, até agora o que é arrecadado não é suficiente para bancar todos os custos. As assinaturas são uma tentativa de equilibrar essa equação financeira.

Outro ponto abordado por Vicentin e pela também repórter Carolina Oms, que compareceu ao Congresso, foi o desafio de realizar um jornalismo online de qualidade sem sucumbir à lógica caça-clique e sem entrar em todas as “ondas” de assuntos manifestadas em palavras-chave (hashtags). As duas representantes da revista afirmaram que não há fórmula, mas o assunto deve ser preocupação constante das equipes editoriais.

Leyberson Pedrosa, que além de trabalhar no Portal EBC é autor do Blog Algoritmos.Online, defendeu que é preciso ter cuidado com modismos e manter o foco sempre no conteúdo. Ele citou o exemplo do Facebook Live, serviço de transmissões ao vivo da plataforma, para questionar tanto a superexposição quanto qual conteúdo está sendo gerado e produzido. Esse recurso permitiria o contato com situações e informações de todo o mundo, mas o que se percebe no contato com ele é uma lógica de transmissões que agregam muito pouco.

Pedrosa concluiu alertando que a lógica de funcionamento das plataformas, em especial o Facebook, pressiona as redações a buscarem práticas de jornalismo “caça-clique” e que isso pode ter impacto preocupante para o cumprimento da função social da profissão.

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