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Os jornalistas do Distrito Federal participaram de várias atividades da semana de mobilização da Campanha Salarial 2016, que ocorreu entre 14 e 16/9. A iniciativa teve como objetivo denunciar os entraves na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017.

A primeira ação foi a realização de um ato em frente ao Correio Braziliense na quarta-feira, 14/9 (confira mais aqui). Mais dois atos foram feitos durante as mobilizações: um em frente ao Edifício onde fica localizada a sede da TV Record e outro em frente à sede da TV Globo. Visitas às principais redações do DF também fizeram parte da programação da semana.

Na quinta-feira, 15/9, os jornalistas vestiram preto para reafirmar a insatisfação da categoria com a ofensiva patronal. Os empresários têm trabalhado com um índice de reajuste de 5%, muito abaixo da inflação do período da data-base da categoria (9,91%). Além de receberem críticas por conta da baixa oferta no reajuste salarial, os jornalistas também rechaçaram a proposta de retirada do retroativo. Outras reclamações foram em relação à redução pela metade da Participação nos Lucros e Resultados e com o congelamento do valor mínimo do auxílio-alimentação (confira abaixo o quadro comparativo com as propostas da categoria e dos patrões).

Participação

Segundo Renata Mafezolli, coordenadora-administrativa do SJPDF, a participação da categoria na mobilização foi relevante. "A diretoria do Sindicato não faz nada sozinha. Por isso atividades como essa são importantes. E o que precisamos agora é discutir no conjunto da categoria quais serão as próximas iniciativas de mobilização", destacou Renata.

Dissídio Coletivo

As atividades da semana também serviram para tirar dúvidas dos jornalistas sobre o dissídio coletivo. O setor jurídico do Sindicato entrou com a solicitação junto à Justiça do Trabalho. No entanto, o coordenador-jurídico do SJPDF, Gésio Passos, explica que as chances de ganhar na justiça são pequenas. “Como a legislação prevê que o dissídio deve ocorrer com a anuência das duas partes e o sindicato patronal já afirmou diversas vezes que se recusa a levar a questão para a Justiça do Trabalho, fizemos a solicitação sem o acordo dos patrões”, ressalta Passos.

Próximos passos

Na quarta-feira, 14/9, os sindicatos patronal e laboral voltaram a se reunir, mas os empresários não apresentaram nenhuma novidade. A próxima reunião com os patrões está marcada para dia 28/9.

Comparação de propostas

  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% 5% de aumento sem retroativo (inclusão de proposta de abono de R$600 a ser pago até junho de 2017)
Piso RS 2.470 R$ 2.370 (5,5%)
PLR 35% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.800
    - Piso - R$ 2.300

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 1.150

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Sem reajuste no valor mínimo
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%
Horas-extras Adicional de 80% e compensação correspondente Manter cláusula atual

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