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Os sindicatos dos jornalistas e das empresas de televisões, rádios, revistas e jornais (Sinterj) participaram na última sexta-feira, 23/9, de audiência convocada em razão do pedido de dissídio feito pelo SJPDF com o objetivo de resolver o impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas 2016/2017. A audiência foi uma iniciativa antes do início do processo e teve como propósito avaliar se há possibilidade de acordo.

Durante a audiência, o SJPDF apresentou o histórico e os impasses da negociação. Os coordenadores-gerais Jonas Valente e Wanderlei Pozzembom explicaram ao desembargador Pedro Luís Foltran que além de não haver avanços concretos a proposta das empresas retrocedeu, uma vez que os patrões mantiveram a oferta de 5% de reajuste mas retiraram da mesa de negociação o retroativo (aumento referente ao período entre a data-base, 1o/4, e o fechamento do acordo).

Segundo os dirigentes sindicais, com a retirada do retroativo a proposta é irrisória e na prática significa um aumento de 2,5%, já que o reajuste será somente de seis meses. Sobre perdas, os diretores colocaram que a inflação do período da data-base é de 9,91% e as perdas dos dois últimos anos poderiam chegar a 9%.

Por conta da falta de avanços, os integrantes do Sindicato dos Jornalistas disseram que a categoria pleiteou o pedido de medição e de dissídio junto à Justiça. “Explicamos ao desembargador que recorremos ao dissídio em razão da intransigência patronal. A categoria vem se mobilizando, mas sabemos que há uma dificuldade em razão das demissões e ameaças veladas de retaliação”, comenta Jonas Valente, coordenador-geral do Sindicato.

Posição dos Patrões

Durante a audiência, os patrões não apresentaram nenhuma novidade para a negociação sob a alegação de que a categoria não alterou sua última proposta e que por isso não cabia a eles fazer uma contraproposta. As empresas justificaram ainda que não conseguem avançar mais nas propostas por causa do cenário econômico que o setor tem enfrentado. Os empresários colocaram que uma decisão que fosse para além das suas condições financeiras teria um impacto, que poderia ocorrer mais demissões, em tom ameaçador.

Posição do Tribunal

O procurador regional do trabalho Cristiano Paixão destacou que a proposta do Sinterj é a pior das negociações analisadas no Tribunal até o momento. O desembargador Pedro Luís Foltran questionou a retirada do retroativo por essa ser uma questão fundamental das negociações coletivas.

As partes não chegaram a um consenso. Por este motivo, o desembargador tirou algumas dúvidas e procurou entender um pouco mais sobre as duas propostas. Ele disse que iria dar prosseguimento ao processo. O tribunal agora vai julgar se irá acolher ou não o pedido de dissídio coletivo. Para que isso ocorra, o SJPDF irá justificar as cláusulas (aquelas que foram acordadas e as que não foram) e o Sinterj irá apresentar uma defesa na próxima audiência e o desembargador irá apresentar sua sentença.

"A audiência foi importante para demonstrar como a proposta das empresas é ruim e inclusive vai contra garantias básicas de Convenções de Trabalho. Conseguimos mostrar que não há intransigência da parte dos trabalhadores mas não há como aceitar essa pauta. Agora é seguir a mobilização para sensibilizar o Tribunal e pressionar as empresas", afirma Wanderlei Pozzembom, que também participou da audiência. 

SAIBA TUDO SOBRE O PEDIDO DE DISSÍDIO AQUI

Veja mais sobre a negociação aqui http://www.sjpdf.org.br/acoes/campanha-salarial

Foto: Maria Alice Viola

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