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A primeira consulta às redações para avaliar proposta patronal da Campanha Salarial 2016 terminou com forte recusa da categoria. A ampla maioria dos profissionais disse não à oferta das empresas e aprovou a contraproposta dos trabalhadores formulada na assembleia realizada nesta terça-feira, 7/6.

Bem longe da reposição inflacionária, a proposta dos patrões prevê reajuste de 5% com parcelamento de duas vezes (3,5% a ser pago em julho e 1,5% em dezembro retroativa a março). O índice também não é tratado em nenhum item econômico. Ao contrário, na proposta os patrões querem reduzir a Participação dos Lucros e Resultados à metade do que foi conquistado na convenção de 2015. As empresas oferecem um reajuste de 5% no piso e de 7% no auxílio-creche e seguro de vida (confira a proposta completa abaixo).

Segundo Jonas Valente, as empresas estão dificultando as negociações e deixam bem claro que não estão dispostas a avançar. “A velha desculpa de que a crise afeta a possibilidade de ofertas melhores foi colocada desde o início das mesas de negociação. A negativa da categoria mostra uma grande insatisfação. A negociação deste ano tende a ser mais difícil do que a de 2015. Por isso precisaremos de mais mobilização da categoria”, afirma.

Contraproposta dos trabalhadores

A contraproposta dos trabalhadores aprovada na consulta prevê um reajuste de 12,33% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91%, mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado e 1% de ganho real). Os trabalhadores diminuíram em 1% a reivindicação do reajuste salarial, o que demonstra um exercício para dar continuidade à negociação. Os jornalistas também abaixaram o valor solicitado para a PLR. O teto que era de R$ 3.100 passou para R$ 3.000 (confira a tabela de comparação de propostas abaixo).

"Essa proposta mostra que os trabalhadores estão dispostos a chegar a um bom termo. Mas ficar difícil quando somente um lado quer avançar. Esperamos que as empresas façam uma nova proposta com mudanças efetivas em relação ao que vêm apresentando", diz Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

Próximos passos

A próxima reunião com as empresas ocorrerá no dia 15/6 . A diretoria do Sindicato defende que as empresas avancem nas propostas das cláusulas econômicas mas também analisem os itens sociais. As propostas de garantia de emprego e estabilidade e a cláusula de consciência, por exemplo, não tiveram resposta nenhuma dos patrões. Para Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF, a participação da categoria em todo o processo é muito importante. “A negociação será muito complexa. Os patrões já afirmaram várias vezes que não irão chegar a reposição inflacionária. A conta não pode cair novamente nas costas dos trabalhadores”, defende.

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real 5% de aumento (sendo 3,5% na assinatura e 1,5% 180 dias depois) retroativo a março.
Piso RS 2.571 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 3.000
    - Piso - R$ 2.450

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real

Piso -R$ 2.571
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 3.100
    - Piso - R$ 2.450
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 400 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).