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Publicado em Quinta, 03 Novembro 2016 12:40
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De 9 à 11 de novembro será realizada uma nova semana de mobilização da Campanha Salarial 2016 dos jornalistas do DF. O objetivo é pressionar as empresas do setor a avançar na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 que já dura oito meses e regrediu para propostas piores do que as originais.

No dia 9 de novembro, a diretoria do SJPDF se reunirá com representantes do Sinterj/DF em uma nova mesa de negociação. No mesmo dia haverá assembleia a partir das 20h no auditório da entidade (SIG, Qd. 2, Ed. Citty Offices Carlos Castelo Branco). Nela, os jornalistas vão discutir os rumos da campanha e avaliar uma eventual nova proposta patronal se ela for apresentada.

Nos dias 10 e 11 serão realizados atos em frente às empresas. No dia 10, às 13h, será a vez da manifestação do Setor de Rádio e TV Norte em frente à Rede Globo. Na região também estão várias sucursais que são impactadas pela negociação. No dia 11 os atos ocorrerão em dois locais: às 13h30 no SRTV Sul em frente ao Ed. Record (sede da Record Brasília) e às 18h no SIG em frente ao Correio Braziliense.

Além dos atos, o dia 11 será uma nova edição do “Dia de Preto”. Os jornalistas estão convidados a vestir preto, registrar em foto e compartilhar em suas redes e comunidades da categoria ou enviar ao SJPDF para divulgação.

Negociação

A negociação entra em seu oitavo mês em uma situação mais grave do que no início. Se em março as empresas ofereciam 5% de reajuste nos salários e benefícios (contra inflação de 9,91%) e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com valor equivalente a metade do pago ano passado (piso de R$ 900 e teto de R$ 1.350), agora a oferta de aumento caiu a menos da metade uma vez que as empresas retiraram o retroativo da mesa.

Desta forma, se a categoria aprovar esta proposta os 5% só valeriam após a assinatura do acordo. Tomando os salários do período da Convenção (abril de 2016 a março de 2017), o reajuste efetivo ao jornalista seria da casa de 2%. O “abono” oferecido pelas empresas a título de “compensação” pela perda do retroativo na verdade somente recompõe, em parte, o valor da PLR.

“É uma proposta inaceitável. Se considerarmos que na negociação dos radialistas o Sinterj já chegou aos 6% sendo que a data base deles é em outubro, vemos que no caso dos jornalistas a estratégia das empresas é tentar empurrar a categoria para um reajuste irrisório”, diz Renata Maffezolli, coordenadora-geral recém-empossada do SPDF.

>>> SAIBA MAIS SOBRE A NEGOCIAÇÃO <<<

Dissídio

A pressão pretendida com a semana de mobilização também é importante para sensibilizar os ministros do Tribunal Regional do Trabalho a acolher o pedido de dissídio protocolado pelo SJPDF. Na semana passada a categoria recebeu uma ótima notícia com o parecer do Ministério Público do Trabalho favorável ao acolhimento. No entanto, como os diretores do Sindicato têm explicado de forma reiterada, não há nenhuma garantia de que a aceitação virá uma vez que a legislação exige comum acordo das duas partes e o Sinterj já se pronunciou contrário ao dissídio (saiba mais).

“O dissídio foi um recurso frente à intransigência patronal. Seria muito importante que os ministros acolhessem o pedido. No entanto, como não há garantia a negociação deve continuar e só irá andar se a categoria ampliar a mobilização”, afirma Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.