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A segunda edição da Semana de Mobilização da Campanha Salarial 2016, realizada entre os dias 9 e 11/11, movimentou as principais redações do DF com atos em frente às empresas e campanhas nas redes. A iniciativa teve como objetivos denunciar os entraves na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 e pressionar os patrões por avanços.

No dia 9, os sindicatos laboral e patronal (Sinterj/DF) realizaram uma reunião informal. Infelizmente, apesar dos apelos mais uma vez as empresas não apresentaram nova proposta oficial. Assembleia realizada no mesmo dia encaminhou a manutenção da semana de mobilização e a ampliação da pressão sobre os veículos para que a negociação saia do lugar.

Atos

O primeiro ato da Semana de Mobilização foi realizado no dia 10 em frente à Rede Globo. Diretores do SJPDF visitaram a redação, deram informe sobre a situação da negociação e, em seguida, realizaram a manifestação na porta da empresa.

No dia 11, ocorreram dois atos: em frente à Record e ao Correio Braziliense. Na Record, jornalistas e radialistas desceram para a frente do prédio onde fica a emissora e participaram do ato juntamente com diretores do SJPDF. No ato, os integrantes da diretoria explicaram as dificuldades na negociação, tiraram dúvidas e defenderam a importância de ampliar as mobilizações.

Ainda no dia 11, no fim da tarde, o último ato ocorreu em frente ao Correio Braziliense. Trabalhadores saíram da redação para acompanhar a atividade. Representantes do SJPDF novamente colocaram o quadro da negociação. Após o ato, diretores participaram de uma reunião em que cobraram mais uma vez a regularização das pendências trabalhistas no jornal.

"Dia de preto"

Além dos atos, no dia 11 também foi realizado uma nova edição do “Dia de Preto”. Jornalistas vestiram preto, registraram em foto e publicaram nas redes. O SJPDF publicou as imagens das redações e profissionais que aderiram à campanha.

“Durante os atos, nós cobramos a retomada das mesas de negociações. Não podemos ficar à espera do resultado do pedido de dissídio. Os patrões utilizam o discurso de que quanto mais rápido fechar os acordos é melhor para eles e melhor para a categoria. Temos que colocar esse discurso em prática”, afirma Renata Mafezolli, coordenador-geral do SJPDF

Negociação

Com a duração de oito meses, as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas 2016/2017 não avançaram principalmente no que se refere às cláusulas econômicas. Os patrões insistem em ofertar um aumento de 5% e retirar o retroativo, acabando de vez com a lógica da data-base. Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os empresários oferecem um valor equivalente a metade do pago ano passado (piso de R$ 900 e teto de R$ 1.350). Confira abaixo o quadro comparativo das propostas.

Dissídio Coletivo

Em setembro, a categoria requereu um pedido de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho. O Ministério Público do Trabalho (MPT-DF) apresentou um parecer positivo para o caso ao Tribunal Regional do Trabalho (confira mais aqui).

Comparação de propostas

  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% 5% de aumento sem retroativo (inclusão de proposta de abono de R$600 a ser pago até junho de 2017)
Piso RS 2.470 R$ 2.370 (5,5%)
PLR 35% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.800
    - Piso - R$ 2.300

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 1.150

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Sem reajuste no valor mínimo
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%
Horas-extras Adicional de 80% e compensação correspondente Manter cláusula atual

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