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Os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas do Distrito Federal e das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (Sinterj-DF) realizaram a primeira reunião na última quinta-feira, 6/4, para tratar da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas do DF 2017/2018. Os patrões recusaram a proposta dos trabalhadores na íntegra e apresentaram uma nova proposta, onde prevê reajustes apenas de salário, do piso e do seguro de vida. Este ano, serão negociadas as cláusulas econômicas, com a possibilidade de acordos em mais três clausulas adicionais de cada sindicato.

A categoria luta por um reajuste de 8,9% - sendo 4,57% referente a reposição inflacionária INPC mais 4,33% de perdas dos dois últimos anos (1,42% no ano de 2015 e 2,91% referente a 2016) - tanto para o salário quanto para o piso da categoria. Em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a reivindicação é que ela seja 45% da remuneração, com mínimo de R$ 2.400 e máximo de R$ 2.800 (confira as reivindicações abaixo).

Proposta dos Patrões 

Os empregadores iniciaram as negociações com a oferta de um reajuste 3,5% tanto para o salário quanto para o piso salarial. Valor abaixo da inflação do período da data-base da categoria (1º de abril) que fechou em 4,57%. Este é o terceiro ano consecutivo que os patrões trabalham com o reajuste abaixo da inflação. 

Para a PLR, os patrões não apresentaram nenhuma mudança em relação ao que foi fechado em 2016. Eles querem manter os valor limite de R$ 1.600 e o piso de 1.350. A proposta é de que o benefício seja pago até o dia 31/12/2017. As empresas também querem manter os valores que foram trabalhados em 2016 de R$ 450 para auxílio-creche e R$ 280 para o tíquete alimentação.

Segundo a diretoria do Sindicato, não existe razão para os empresários trabalharem com o índice abaixo da inflação. “Nos últimos dois anos, o patrões alegaram que a inflação estava muito alta e que por isso não trabalhariam com o índice. Este ano, a inflação fechou em 4,57% e eles ofertaram um aumento salarial abaixo do índice inflacionário. Sobre as perdas dos dois últimos anos, essa conta não é do trabalhador. Foram os empresários que acumularam essas perdas”, ressalta Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF. 

Cláusulas adicionais

Os patrões não analisaram as três propostas de cláusulas adicionais da categoria. Os jornalistas solicitaram um item de estabilidade em que prevê que os jornalistas não sejam dispensados no prazo de 180 após a assinatura da CCTe solicita a participação do Sindicato no caso de dispensas de mais de 10 jornalistas. A categoria também pleiteia o aumento da licença-maternidade para 180 dias e da  licença-paternidade para 30 dias. Outra reivindicação é o adicional para quem produz para mais de um veículo, sendo 20% para situações ocasionais e 35% para situações habituais. 

Os patrões apresentaram duas mudanças no próprio texto da CCCT. Uma é sobre o regime de folga compensatória. Eles acrescentaram um item que prevê a possibilidade do empregado, em comum acordo com o empregador, fazer a compensação de horas-extras juntamente com o período de férias. Outra mudança apresentada pelos empresários é em relação a cláusula de garantia de empregos do trabalhador em vias de aposentadoria. Os patrões acrescentaram um parágrafo que propõe a possibilidade de demitir, com o pagamento de indenização.

Assembleia

O Sindicato convoca toda a categoria para participar de assembleia que irá ocorrer na segunda-feira, 17/4, às 19h30, no auditório do Sindicato (SIG Quadra 2 lotes 420/430/440 - City Offices Jornalista Carlos Castello Branco). A assembleia irá avaliar a proposta dos patrões e discutir uma nova proposta da categoria. Outro tema a ser deliberado na ocasião será a participação da categoria na Greve Geral do dia 28 (confira mais aqui). 

Pauta dos trabalhadores da Campanha Salarial 2017

Reajuste - INPC + 4,33% (perda dos dois últimos anos)

Piso -INPC + 4,33% (perda dos dois últimos anos)

PLR -45% da remuneração 
    - Teto - R$ 2800
    - Piso - R$ 2.400
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 480 por mês (R$ 20 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor
Seguro de vida - Mesmo valor do reajuste salarial
Contribuição assistencial - R$ 1% para todos os jornalistas, com direito de recusa para quem é sindicalizado em dia e quem não é sindicalizado

Três cláusulas adicionais

1) Estabilidade (jornalistas não poderão ser dispensados no prazo de 180 após a assinatura da CCTe solicitação de participação do Sindicato no cas de dispensas de mais de 10 jornalisas)

2) Licença-maternidade de 180 dias e licença-paternidade de 30 dias;

3) Adicional para quem produz para mais de um veículo, sendo 20% para situações ocasionais e 35% para situações habituais.

 

Atenção Jornalistas: vamos demonstrar apoio à greve geral do dia 28. O Sindicato lançou uma campanha no Twibbon. https://t.co/dDYyMkNlYj
Depois de manobra na Câmara, reforma Trabalhista poderá ser votada na próxima terça-feira (25).… https://t.co/hV22js7Xaz

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