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Senadores aprovaram a reforma trabalhista na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no fim da noite desta quarta-feira, 28/6. Alvo de críticas dos trabalhadores, o projeto flexibiliza mais de cem pontos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). A proposta ganhou 16 votos favoráveis e nove contra. O projeto segue para o plenário para ser apreciado por todos os parlamentares da Casa.  

A sessão perdurou por 14 horas e mesmo com pressão da oposição que solicitava adiamento da votação, a matéria foi apreciada.  Alguns senadores apresentaram votos em separado, indicando a rejeição da matéria e criticando itens centrais, como ampliação irrestrita da terceirização, jornada intermitente, flexibilização da jornada de trabalho, desvirtuamento de verbas salariais, prevalência do negociado sobre o legislado, fragilização do direito à representação por local de trabalho, restrição no acesso à Justiça do Trabalho, entre outros.

O relatório aprovado é do senadorRomero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, que não prevê nenhuma alteração no duro texto enviado pela Câmara. O parecer rejeita as 200 emendas que foram apresentadas nas comissões em que passou. A intenção da base aliada do governo foi acelera a tramitação da reforma, já que qualquer alteração no texto levaria a matéria de volta à Câmara dos Deputados. Para acelerar a votação e evitar mais desgaste, o Palácio do Planalto prometeu aos senadores alterar os pontos polêmicos da reforma trabalhista por meio de uma medida provisória.

Veja como votaram os senadores

O texto foi aprovado por 16 votos a 9, com uma abstenção. 

A favor da reforma trabalhista Contra a reforma trabalhista

- Jader Barbalho (PMDB-PA)

- Romero Jucá (PMDB-RR)

- Simone Tebet (PMBD-MS)

- Valdir Raupp (PMDB-RO)

- Marta Suplicy (PMDB-SP)

- Paulo Bauer (PSDB-SC)

- Antonio Anastasia (PSDB-MG)

- José Serra (PSDB-SP)

- Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

- Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

- Roberto Rocha (PSB-MA)

- Benedito de Lira (PP-AL)

- Wilder Morais (PP-GO)

- Armando Monteiro (PTB-PE)

- Eduardo Lopes (PRB-RJ)

- Cidinho Santos (PR-MT)

- Eduardo Braga (PMDB-AM)

- Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

- Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

- Jorge Viana (PT-AC)

- José Pimentel (PT-CE)

- Fátima Bezerra (PT-RN)

- Gleisi Hoffmann (PT-PR)

- Paulo Paim (PT-RS)

- Ângela Portela (PDT-RR)

Abstenção: Lasier Martins (PSD-RS)

 Histórico

Na terça-feira passada (20), o parecer favorável à reforma trabalhista foi rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em uma votação apertada de 10 votos a 9 que representou uma importante vitória contra o presidente Michel Temer e sua base aliada.

Além disso, o desmonte trabalhistafoi aprovado, por 14 votos a 11, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)no dia 6, sob relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-RS). A matéria tramitou, ainda, na Câmara dos Deputados, onde foi aprovada por 296 votos a 177

Fonte: Carta Capital e PSOL

Foto:  (Roque de Sá/Agência Senado)

Levantamento da CPI do Senado coloca em xeque o argumento de déficit da Previdência. https://t.co/pd2X67ws2c https://t.co/FAWca2W9Rn
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Já pensou receber ofertas de chocolate toda vez que está triste? Não parece distante, não é? #SeusDadosSãoVocê
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