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Publicado em Terça, 03 Outubro 2017 18:32
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Na sexta-feira (29), o jornalista Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, revelou por meio de suas contas no Facebook e no Twitter que havia sido ameaçado de morte por e-mail. A mensagem assinada por Marcelo Valle Silveira Mello, reconhecido por destilar mensagens de ódio na internet, dizia que iria descarregar seu "38" no jornalista, além de outras ofensas de baixo calão.

“O jurídico do jornal vai me orientar no que fazer, mas tô publicando isso aqui porque se acontecer algo comigo - não acho que vá -, todo mundo já sabe quem foi”, publicou Fefito. 

Mais tarde, o jornalista divulgou nova mensagem onde comentava o ocorrido. “Hoje fui ameaçado de morte. Alguém me mandou um e-mail dizendo que sabe de todos os meus horários, que vai descarregar um 38 em mim por um único e simples fato: eu sou gay”, afirmou.

Agressor

Em 2015, a Revista Istoé publicou uma matéria sobre Marcelo Valle Silveira Mello, autor da ameaça a Fefito. Ele foi o primeiro condenado da Justiça brasileira por crime de racismo na internet, em 2009. Mello foi punido com um ano e dois meses de prisão por se posicionar de maneira preconceituosa contra as cotas na UNB.

Em 2005, escreveu mensagens no Orkut dizendo que negros eram “burros, subdesenvolvidos, incapazes, ladrões”, entre outras injúrias.  Após recorrer da decisão e, alegando insanidade, foi absolvido. Em 2015, voltou a proferir ofensas e mensagens de ódio em um site de conteúdo misógino. Entre outras coisas, ele afirmava que as estudantes são “vadias bissexuais imundas” e “degeneradas”, os militantes do movimento negro são “cotistas de bosta”, e os gays são “maconheiros cheios de AIDS”. 

Mello também é lembrado por manter um blog que divulgava o “guia do estupro”, um detalhado passo a passo para abusar de estudantes na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, interior de São Paulo. “A sensação de ler um ataque tão cruel é de dormência. De querer acreditar que a vida não tá mesmo em risco e vai seguir acontecendo.

Que tudo é pegadinha. Mas aí eu lembro que não era pegadinha apanhar no colégio por ser afeminado. Não era pegadinha ter fotos suas espalhadas com “viado” escrito na testa e batom passado na boca. Não era pegadinha acordar com medo de apanhar.

Não era pegadinha ter de fugir de gente me perseguindo na rua. Não é pegadinha o Brasil ser o país que mais mata LGBTs em todo mundo. Não é pegadinha a expectativa de vida das mulheres trans ser de 35 anos. Não é pegadinha. É nossa vida. Nossa realidade.

Todo dia. Toda hora”, afirmou Fefito em seu post. “Pegadinha ou vida real, não se ameaça ninguém de morte. E eu não vou ter medo. Eu não vou varrer minha vida pra baixo do tapete. Eu vou estar atento e forte. E a cada dia mais orgulhoso de quem sou. Minha vida vale muito. E a sua também. O ódio de ninguém não vai parar o amor em meu coração. Sejamos firmes!”, finaliza o jornalista.   

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