PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

Protocolo de consequências para casos de assédio, Termo de Ajuste de Conduta e carta de pedido de desculpas às colegas de redação elaborada por Guilherme Goulart foram alguns dos pleitos discutidos.

Nesta quinta-feira, 5/10, representantes do Sindicato dos Jornalistas do DF e do Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF voltaram a se reunir com Ana Dubeux, diretora de redação do Correio Braziliense. No encontro foram apresentadas várias reivindicações das estagiárias e jornalistas do veículo, que se reuniram com a diretoria do Sindicato na semana passada. As discussões sobre a prática dentro do veículo se iniciaram depois da publicação do texto “A estagiária”, no dia 11/9, que deu visibilidade para o assédio ocorrido dentro do jornal (Confira a nota de repúdio sobre o caso lançada pelo SJPDF aqui).

Além de solicitar o compromisso do Correio Braziliense para resolver a questão, o Sindicato e o Coletivo destacaram a importância de estabelecer um diálogo constante com o veículo para tratar do assunto, já que existe um número expressivo de reclamações das jornalistas e estagiárias de casos de assédios. O Sindicato compreende também que os relatos das colegas confirmaram que a prática se tornou recorrente na redação do jornal.  

As principais reivindicações apresentadas na reunião para Dubeux foram a criação de um protocolo de consequências para ser utilizado pela empresa nos casos de assédio, a assinatura de o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o SJPDF e o Correio Braziliense junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e a retratação do jornalista Guilherme Goulart por meio de uma carta de desculpas direcionada às colegas de redação, bem como a participação do jornalista em todas as ações desenvolvidas contra o assédio pelo Correio.

Ana Dubex afirmou que já está sendo realizado um trabalho dentro da redação elaborado por uma professora da UnB. “Queremos entender melhor sobre o assédio e tratar a prática com o olhar pedagógico e educativo. O projeto que estamos investindo irá funcionar não só na redação, mas em todos os setores da empresa”, ressaltou Dubeux.

As diretoras do Sindicato solicitaram que o protocolo seja produzido a partir do acúmulo de discussões que ocorrerão sobre o tema dentro do Correio Braziliense. Sobre o TAC, o Sindicato se comprometeu a apresentar uma minuta que será elaborada pelo setor jurídico da entidade, com o auxílio das informações que já foram relatadas pelas jornalistas e estagiárias. Uma nova reunião será marcada com o jornal para tratar especificamente do termo.

O Sindicato compreende que o Correio tem se mostrado aberto ao diálogo para resolver os problemas de assédio na redação. “Nós vamos continuar atuando fortemente para resolver a questão não só na redação do Correio, mas também em outras redações e assessorias de comunicação/imprensa. A intenção é levar o modelo de ação que estamos construindo para outras empresas”, ressalta Leonor Costa, diretora do SJPDF.

Para Renata Maffezoli, coordenadora-geral do SJPDF, as cobranças do Sindicato precisam ser atendidas. “No caso do protocolo, por exemplo, nossa visão é que as empresas coloquem regras claras para que a prática seja eliminada dentro dos locais de trabalho. Temos a consciência que a questão do assédio está impregnada em vários setores da sociedade, por isso, priorizar o cumprimento de regras também pode ser uma ação educativa”, destaca Maffezoli.

Outras reivindicações também foram apresentadas como: a instalação de câmaras de segurança na sala de descanso, na redação e no estacionamento, a contratação de vigilantes noturno, a realização de campanha interna contra o assédio, a capacitação do setor de recursos humanos para lidar com as denúncias das práticas de assédios e a participação obrigatória dos editores e chefes nos cursos e palestras contra o assédio.

Próximos passos

O Sindicato voltará a fazer uma nova reunião com as jornalistas e estagiárias do Correio Braziliense no dia 11/5, às 15h, na sede da entidade. Outras propostas como pesquisa, campanha, rodas de conversas estão sendo discutidas pelo SJPDF e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF.

Denúncias

É importante que as jornalistas do Correio e de outros veículos denunciem os casos de assédio no canal da Ouvidoria do Sindicato http://www.sjpdf.org.br/ouvidoria. A diretoria da entidade também se coloca à disposição para responder qualquer questão referente ao assunto.  

Ações do Sindicato

Para além das cobranças pontuais e da reação de repúdio contra qualquer prática de assédio, tanto o moral quanto o sexual, o Sindicato também desenvolve outras iniciativas importantes. Confira abaixo:  

1. Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF

No ano passado, o SJPDF lançou o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF. O grupo visa discutir questões de gênero e relações de trabalho, debater e lutar por melhor posicionamento da mulher na sociedade e, em específico, no mercado de jornalismo, já que as mulheres são maioria nas redações e assessorias, inserir um olhar de gênero nos programas, ações e atividades sindicais e estimular a participação das jornalistas na entidade sindical.  O Coletivo é um espaço à participação de mulheres jornalistas.

 

2. Pesquisa “Desigualdade de Gênero no Jornalismo”

A entidade também investiu na pesquisa “Desigualdade de Gênero no Jornalismo”. Atualmente, essa é a única pesquisa do setor voltada para o público feminino, que traz dados estatísticos sobre o assédio. O levantamento revelou um dado preocupante sobre assédio moral contra mulheres nas redações/assessorias de imprensa do país. Das 535 que participaram do levantamento pela Internet, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Essa prática também é uma das reclamações mais frequentes no canal da Ouvidoria do SJPDF (confira mais sobre a pesquisa aqui).

 

3. Cartilha sobre assédio moral

Preocupado com o número de reclamações sobre o assédio moral dentro dos locais de trabalho, o SJPDF também lançou no dia dos jornalistas, 7 de abril de 2016, uma cartilha sobre o assunto para que os profissionais saibam o que caracteriza o assédio moral, conheçam os prejuízos que ele causa, compreendam como comprovar essa prática na Justiça e se familiarizem com os canais de denúncia.

>>>> CONFIRA A CARTILHA AQUI <<<<<

Correio Braziliense anuncia que irá congelar férias dos funcionários. https://t.co/wpBmDokzEh https://t.co/yHaQLIFFMr
DF será representado por cinco delegados no Enjai e no Congresso Extraordinário dos Jornalistas - SJPDF.… https://t.co/9MGSVGb5QN

Receber notícias

Acesse o Site