Notícias
Publicado em Quinta, 23 Novembro 2017 14:57
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

Parados há 10 dias, trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizam nesta quinta-feira (23/11), 15h, ato no Ministério do Planejamento em defesa de seus direitos e contra o racismo. A greve foi deflagrada no dia 14/11 após a direção da empresa afirmar que a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho só poderia ser fechada com congelamento de salários, corte de benefícios e retirada de cláusulas sociais.

A empresa quer acabar com dois talões de auxílio-alimentação extra e com o vale cultura, totalizando uma perda nominal de R$ 2.714 ao ano. Além disso, recusa-se a corrigir a inflação e quer congelar os salários e benefícios, impondo uma perda real (relativa à inflação do período) de quase 2%. A direção ainda condicionou o acordo à retirada de cláusulas sociais sem qualquer impacto financeiro, mostrando não se tratar apenas de uma questão de restrição e econômica.

A direção da EBC atribuiu ao governo federal a responsabilidade pela posição de corte de direitos justificando estas pelas dificuldades financeiras do governo Temer. O ente responsável pela interlocução sobre questões administrativas é a Secretaria de Coordenação e Governança de Empresas Estatais do Ministério do Planejamento (Sest). Por esse motivo o ato de hoje foi marcado na sede do órgão.

Os trabalhadores e suas entidades representativas repudiam a tentativa de retirada de direitos. E questionam os argumentos da empresa. Se considerado o governo federal como um todo, vale lembrar que diversas categorias do funcionalismo vêm recebendo reajustes. Para além disso, o governo gastou mais de R$ 30 bilhões em emendas parlamentares para “salvar” o presidente Michel Temer da denúncia apresentada ao Congresso Nacional. Somente um perdão de dívidas para um banco significou a perda de mais de R$ 20 bilhões em receita.

Mas mesmo se considerada apenas a Empresa Brasil de Comunicação, o argumento não se sustenta. Em primeiro lugar pelo fato da empresa ter uma rubrica própria prevista em lei (a Contribuição para o Fomento à Radiodifusão Pública) cujos recursos arrecadados estão retidos pelo governo e não são repassados à empresa, violando a lei. Mesmo sem considerar essa contribuição, seria possível custear os pleitos dos trabalhadores com o corte nos valores das funções comissionadas.

Os trabalhadores reivindicam aumento de 4,5% nas cláusulas econômicas, manutenção dos benefícios e alterações em cláusulas sociais. A greve deflagrada tem como foco a conquista destes pleitos e também a denúncia do desmonte operado contra a empresa pelo governo federal e pelos seus próprios dirigentes, que passa pela censura e aparelhamento da cobertura, pelo fechamento de emissoras, pelo cancelamento de programas e pela redução drástica de orçamento.

Racismo

Além da pressão sobre o governo para que a greve chegue a um fim sem a retirada de direitos e garantindo as reivindicações, o ato também marcará o repúdio veemente dos trabalhadores ao diretor-presidente da empresa, Laerte Rímoli, que cometeu atos racistas ao compartilhar mensagens em uma rede social discriminando a atriz Taís Araújo.

A atitude racista do diretor-presidente não vai contra a legislação e contra a Lei da própria EBC, que instituiu entre seus princípios o respeito à diversidade e o veto a qualquer tipo de discriminação. Nota das entidades foi publicada denunciando e repudiando o ato de Rímoli, bem como pedindo a exoneração do diretor-presidente frente a esse ato deplorável.

Contatos para entrevista:

Gesio Passos (Sindicato dos Jornalistas do DF) – 981300407

Marco Clemente (Sindicato dos Radialistas do DF) - 992098259

Correio Braziliense anuncia que irá congelar férias dos funcionários. https://t.co/wpBmDokzEh https://t.co/yHaQLIFFMr
DF será representado por cinco delegados no Enjai e no Congresso Extraordinário dos Jornalistas - SJPDF.… https://t.co/9MGSVGb5QN

Receber notícias

Acesse o Site