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Publicado em Terça, 12 Dezembro 2017 17:37
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Cerca de 150 profissionais e estudantes de jornalismo de vários estados e do DF participaram, de 7 a 9 de dezembro, em Vitória/ES, do 3º Congresso Extraordinário Nacional dos Jornalistas e do 21º Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Imprensa – Enjai. As deliberações aprovadas nos eventos irão nortear a luta dos sindicatos e da Fenaj no próximo período, para enfrentar os projetos do governo que ameaçam direitos históricos classe trabalhadora.

Os jornalistas do DF foram representados por cinco delegados, todos eles eleitos em assembleia que contou com a participação da categoria. São eles: Leonor Costa, Renata Maffezoli, Jonas Valente, Reginaldo Marcos Aguiar e Wanderlei Pozzembom – integrantes da direção do Sindicato dos Jornalistas do DF.

Durante os eventos, os representantes do DF apresentaram várias propostas de emendas para as teses guias da Fenaj. Todas as sugestões foram aprovadas pelos delegados, sendo que algumas tiveram adendo do plenário. Entre as propostas aprovadas, vale destacar a realização das quatro fases da campanha “Assessor de Imprensa é Jornalista” (iniciativa implantada no DF desde 2014) pela Fenaj e pelos sindicatos de outros estados. 

Reconhecida pela categoria como uma iniciativa de sucesso, ela é uma campanha que foi criada pelo Coletivo de Assessores de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF. Lançada em 2014, as três primeiras fases da iniciativa surtiram resultados positivos. Inicialmente, a campanha tratou de jornada de trabalho e, no segundo ano, abordou vínculo empregatício. No ano passado, o tema tratado foi acúmulo de função. Este ano tratou do cumprimento da convenção coletiva de trabalho pelas agências de comunicação. 

Outras propostas do DF que serão colocadas em prática no próximo ano são as seguintes: 1) realização de um dia nacional de lutas dos jornalistas, no primeiro trimestre de 2018, contra a Reforma da Previdência e outros projetos que ameaçam direitos e pela revogação da Lei das Terceirizações e da Reforma da Trabalhista; 2) desenvolvimento de uma campanha de valorização dos jornalistas, a ser lançada no dia 7 de abril e 3) realização de uma campanha nacional de sindicalização, coordenada pela Fenaj.

“A nossa participação foi fundamental porque pudemos debater a situação do movimento sindical da categoria nesse cenário de grande ataque aos direitos, inclusive com a reforma trabalhista que também atinge os sindicatos, principalmente os sindicatos que têm estruturas menores como os dos jornalistas. Os eventos nos oportunizou discutir, de forma conjunta, caminhos para enfrentar a crise que a classe trabalhadora vive e, logo também os jornalistas de todo o país”, afirma Leonor Costa, diretora do SJPDF.

Discussões dos eventos

A abertura do evento contou com a participação do deputado federal Paulo Pimenta (PT), que também é autor da Proposta de Emenda Constitucional que determina a necessidade do diploma para o exercício da profissão de jornalista (PEC 386/2009), da presidente da Fenaj Maria José Braga e do coordenador geral do Sindicato dos Jornalistas do ES Douglas Dantas.

Os impactos da reforma trabalhista na vida dos jornalistas e os riscos da reforma da Previdência foram temas de destaque dos eventos. O primeiro painel dos eventos intitulado “A Contrarreforma Trabalhista: Escravidão do Século 21” contou com a presença do juiz Luiz Eduardo Soares Fontenelle que é diretor da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamantra). De acordo com o magistrado, as leis trabalhistas foram criadas para que o trabalhador não fosse tratado como uma mercadoria a mais no processo produtivo e a contrarreforma trabalhista vem em oposição a este projeto.

“Não podemos chamar esta nova legislação de reforma porque reforma significa melhorar ou modernizar e não é isto que as novas regras propõem. Elas são uma violação literal da constituição”. Ele cita como exemplo o fato de a contrarreforma restringir o acesso do empregado a Justiça impondo custos que o trabalhador terá dificuldades para arcar (confira mais sobre as discussões aqui).

Além das discussões sobre as reformas,  também foram debatidos no evento temas como: a precarização das relações de trabalho em assessoria de imprensa, fraudes contra o profissional jornalista e a importância da organização sindical dos jornalistas na conjuntura de desregulamentação do trabalho.

Durante o evento ainda foram realizados três minicursos com os seguintes temas: Jornalismo Sindical e os Desafios das Novas Mídias; Como Formalizar e Gerenciar as Atividades Financeiras dos Jornalistas em Assessoria de Imprensa e a A Comunicação e a Estratégia em Tempos de Crise.

Veja abaixo algumas matérias sobre as discussões

Conferência debate o impacto das contrarreformas trabalhista e previdenciária para os jornalistas
Juiz do Trabalho e advogado da Fenaj avaliam os impactos da contrarreforma trabalhista aos jornalistas

Especialistas em seguridade social asseguram que não existe rombo na previdência

Contrarreforma trabalhista precariza as relações de trabalho nas assessorias de imprensa
Resistência e luta: mecanismos para enfrentar a contrarreforma trabalhista

Sindicato dos Jornalistas do DF publica nota alertando sobre as ameaças aos jornalistas e ao país nesta eleição pre… https://t.co/olo7ryzqek
O SJPDF também se solidariza com a jornalista do Sistema Jornal do Commércio de Pernambuco agredida no último domin… https://t.co/FVEKELwrkQ

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