PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

O Coletivo de Mulheres Jornalistas do Distrito Federal marcou presença no ato do Dia Internacional de Luta das Mulheres, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). Mesmo debaixo de chuva, mais de 5 mil mulheres foram às ruas no último dia 8 de Março, dia que marcou a luta das mulheres em todo o mundo. Trabalhadoras da cidade e do campo, negras, lésbicas, trans, indígenas, sem teto e tantas outras marcharam pela vida das mulheres, em defesa da democracia e dos direitos e contra o racismo.

A atividade 8 de Março Unificadas DF e Entorno teve início com concentração no Museu da República, onde ocorreram aulas públicas, oficinas de cartazes, místicas, cirandas e apresentações de batucada e capoeira. Por volta das 18 horas, milhares de mulheres seguiram em marcha até a Alameda das Bandeiras, frente ao Congresso Nacional.

Carregando faixas e cartazes com palavras de ordem, as manifestantes reivindicaram a legalização do aborto, a revogação das leis que instituíram o Teto dos Gastos e a Reforma Trabalhista e exigiram o fim do feminicídio, da lesbofobia, da transfobia e do racismo, entre outras pautas em defesa da vida das mulheres. As falas das representantes das dezenas de entidades e coletivos que organizaram o ato foram intercaladas pela apresentação musical da rapper Vera Veronika e do grupo Donas das Rimas.

As jornalistas que compõem o Coletivo do Sindicato de Jornalistas do DF estiveram no ato e também participaram da organização do 8M do DF e Entorno, que, nesse ano, se deu através de plenárias descentralizadas realizadas em diversas regiões do DF, como o Plano Piloto, São Sebastião, Gama e Planaltina.

“Apesar da chuva, milhares de mulheres se uniram para mostrar a nossa força e cobrar dos governos federal e distrital políticas públicas que são direitos das mulheres, mas que nos são negadas. A construção descentralizada foi muito importante, pois permitiu dialogar com as mulheres do campo e da cidade de diferentes regiões e conhecer as diversas realidades em que elas vivem. Sabemos que a luta contra o machismo é diária, mas o 8 de março é uma data muito cara para nós, que precisamos defender os nossos direitos e a nossa vida”, comentou Leonor Costa, coordenadora de Comunicação do SJPDF e integrante do Coletivo de Mulheres Jornalistas.

Renata Maffezoli, coordenadora geral do SJPDF e integrante do Coletivo contou que as jornalistas levaram uma faixa para a manifestação destacando a luta em defesa dos direitos das mulheres e pelo fim das opressões. “Marcamos nossa presença exigindo também a democratização da comunicação, apontando as desigualdades entre mulheres e homens no mercado de trabalho, que também atingem as mulheres de nossa categoria, destacando como a nova legislação trabalhista afeta principalmente as mulheres, em especial as negras, e cobrando ainda o fim do assédio nos espaços de trabalho, do qual somos vítimas cotidianamente”, explicou.

A diretora do Sindicato dos Jornalistas afirmou ainda que o jornalismo tem papel fundamental na desconstrução do machismo estruturante em nossa sociedade. “É preciso que estejamos atentas e atentos na construção e execução de nossas pautas. Quantas de nossas fontes são mulheres? Qual tempo e espaço que damos para as vozes de mulheres em detrimento dos homens? É necessário que lutemos para garantir igualdade também de representação no jornalismo”, concluiu.

8 de março no Brasil e no Mundo
Milhões de mulheres saíram às ruas de todo o mundo no dia Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, para exigir o fim da violência e do machismo, contra a desigualdade, entre outras reivindicações.

Entre as maiores manifestações do mundo estiveram as das mulheres da Espanha, da Argentina, da Turquia e do Uruguai. No Brasil, houve manifestações em mais de 50 cidades. Além de exigir direitos, as mulheres brasileiras que se manifestaram no 8M também criticaram ações do governo, como a Contrarreforma Trabalhista e a Lei das Terceirizações, que aumentam a precarização do trabalho e atingem, de maneira mais dura, as mulheres. Críticas à intervenção militar no Rio de Janeiro também foram ouvidas nos atos de norte a sul do país.


Dossiê da Violência
O Instituto Patrícia Galvão publicou o Dossiê Violência contra as Mulheres, que reúne informações sistematizadas de dados oficiais e pesquisas de percepção sobre a realidade do problema no Brasil, e apontou números alarmantes. 1 estupro ocorre a cada 11 minutos, 1 mulher é assassinada a cada duas horas, 503 mulheres são vítimas de agressão a cada hora, ocorrem 5 espancamentos a cada 2 minutos.

Dia Internacional de Luta
O dia 8 de março foi fixado a partir de uma greve iniciada nessa data em 1917 (em 23 de fevereiro no calendário juliano), na Rússia. Uma manifestação organizada por tecelãs e costureiras de São Petersburgo foi o estopim da primeira fase da Revolução Russa. Militantes socialistas, como Clara Zetkin e Alexandra Kollontai, propuseram a construção de um dia internacional de luta das mulheres.


O Jornalismo tem como uma de suas principais funções a promoção da igualdade e o combate às opressões. Não há socie… https://t.co/nKHqwfLlEJ
10hreplyretweetfavorite
Nessa terça-feira, 10/12, Dia Intern. dos Dir. Humanos, 13hs, ocorre um ato no STF em apoio ao fotógrafo Sérgio Sil… https://t.co/mYhDtkH6we

Receber notícias

Acesse o Site