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Publicado em Sexta, 14 Setembro 2018 01:15
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O Distrito Federal já registrou 21 vítimas de feminicídio neste 2018 e contabiliza 40 registros diários de violência doméstica. Diante dos números alarmantes e da falta de atenção do governo para implementação de programas que de fato garantam a segurança das mulheres, a Plataforma Feminista (construída por políticas, sindicatos, fóruns, coletivos e mulheres independentes) convoca a todas as mulheres do DF para a Marcha Nem Uma A Menos, que será realizada nesta sexta-feira (14/9), data em que se completam 6 meses da execução política da vereadora Marielle Franco. O crime segue sem solução e a marcha reivindicará justiça. A concentração será na Rodoviária do Plano Piloto às 17 horas, com saída às 17h30 rumo ao Palácio do Buriti.

Números espantosos

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do DF, 48% das vítimas de feminicídio são assassinadas por seus maridos, 24% por seus namorados, 16% por ex-companheiros e o restante geralmente tem como agressor filhos, genros e enteados. Ainda segundo a pasta, 76% dos crimes são realizados dentro da casa da vítima, e os motivos mais comuns são desentendimento e ciúme. Enquanto a mídia no Brasil insiste em nomear os casos como “crimes passionais”, países avançados na igualdade de gênero classificam os assassinatos como “violência machista”.

“Não se trata de amor demais ou de menos, não se trata de paixão ou de loucura. Trata-se de uma base que é construída socialmente para manter essas estruturas de poder sobre o corpo, a vida e o saber da mulher”, diz Keka Bagno, conselheira tutelar, membro do Fórum de Mulheres do DF e Entorno, uma das organizadoras da Marcha Nem Uma a Menos. “Nosso inimigo é o patriarcado, é a lógica machista e racista que oprime nossos corpos cotidianamente”. Ela reforça: “Todas as mulheres, independentemente da classe social, estão em risco, mas são as mulheres negras as principais vítimas da ausência do Estado”.

Corpos excluídos

Bagno ainda ressalta que não há política pública no Distrito Federal que combata as violências de gênero e ressalta que os números das estatísticas podem ser ainda maiores. “Mesmo com o protocolo da Polícia Civil, que aqui no DF determina que os crimes contra a mulher sejam tratados como feminicídio desde o começo, o caso do lesbofeminicídio em Samambaia, que aconteceu em janeiro, não foi contabilizado. Temos que pensar nos corpos que não se encaixam na heterocisnormatividade”.

Diante de tantas faltas e da necessidade de proteção efetiva das mulheres, Keka conclui: “Nós marchamos porque basta de violência e para que tenhamos políticas públicas que envolvam a sociedade como um todo”.

Marcha Nem Uma a Menos
21 casos de feminicídio no DF e 6 meses sem Marielle Franco
Sexta-feira, 14 de setembro
Concentração às 17 horas, na Rodoviária do Plano Piloto
Saída às 17h30, rumo ao Palácio do Buriti

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O SJPDF pede serenidade à população e proteção aos jornalistas pelas forças de segurança. Foto: Marcelo Camargo/ABr https://t.co/NeKlIaHIUy

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