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A Comissão de Empregados da EBC, os Sindicatos dos Jornalistas do DF, Rio e SP e os Sindicatos dos Radialistas do DF, RJ e SP se manifestam mais uma vem contra a ação de assédio praticada por dirigentes da EBC. O ataque da empresa agora é contra o jornalista Morillo Carvalho, editor do radiojornalismo, que escreveu uma nota citando o papel da EBC frente as denúncias da revista Época.

 

Na última sexta (14), os trabalhadores da empresa fizeram um ato em defesa do colega Morillo Carvalho, durante o período em que ele prestava depoimento na Comissão de Sindicância aberta para investiga-lo. Jornalistas e radialistas da EBC se manifetaram contra mais um ato de assédio e censura, com cartazes e manifestações de apoio ao colega. 

 

Confira a íntegra da nota publicada pelas entidades:

 

Em defesa da EBC e do colega Morillo Carvalho

 

Muitos têm sido os ataques à EBC e a seus funcionários nos últimos meses. Parte deles vem da mídia privada, de olho nos recursos públicos que poderiam engrossar suas verbas publicitárias, e também ansiosa por ver o fim dos nossos serviços de distribuição gratuita de conteúdo. Uma das publicações foi da revista “Época”, que dedicou capa, editorial e matéria de 10 páginas ao tema. A capa nos classifica como um “mico”, e justifica o título pelo desempenho da TV Brasil na medição de audiência do Ibope – demonstrando desconhecer a importância e a multiplicidade de veículos e projetos da EBC.

O vasto material chama a nossa atenção, principalmente por estarmos às vésperas de uma eleição presidencial. E foi assustador o silêncio da direção da empresa: nenhum EBC Informa, nenhum pedido de direito de resposta, nenhuma linha a respeito nos nossos veículos, nada… só silêncio. E, para nossa indignação, os dirigentes da EBC não só se calaram, como estão preocupados em punir quem tenta defender a empresa. O funcionário do Radiojornalismo Morillo Carvalho, responsável pela edição do Repórter Nacional das 18h, veiculou nota sobre o “mico” na abertura do jornal do dia 17 de agosto.

 

“É papel da comunicação pública levar conteúdos que estimulem a formação crítica do público. Aqui, você é tratado como cidadão, e não como consumidor. Com nosso trabalho, mostramos a importância da complementariedade entre os sistemas público, privado e estatal de comunicação, prevista na Constituição. Essa é a nossa resposta a quem classifica nosso trabalho como ‘mico’, como diz a capa da próxima edição da Revista Época”, diz o texto, na íntegra.

 

Na segunda-feira seguinte, Morillo foi chamado para uma reunião com gerentes e coordenadores de sua área, além do diretor de jornalismo da EBC e do jurídico da empresa. Ele foi informado de que será punido, sob justificativa de que ele não tinha autoridade para fazer um editorial. E a promessa foi cumprida: a direção abriu sindicância contra o trabalhador, e seu depoimento foi marcado para hoje (14).


Morillo fez somente seu trabalho. Tomou uma atitude singela, técnica e acertada como editor responsável por um dos jornais da casa. A nota, que deveria ter sido a regra de todos os veículos da EBC, deu forças aos funcionários para que encarassem de cabeça erguida a próxima pauta, a próxima fonte e até mesmo os colegas de profissão. Nos recordou dos motivos pelos quais nos orgulhamos de estar aqui, de termos escolhidos a EBC para trabalhar. E deu aos ouvintes uma satisfação, mostrou que estamos atentos ao que acontece e que é nossa função defender esse patrimônio do povo brasileiro.


O conteúdo da nota, inclusive, é muito semelhante à outra única iniciativa vista na empresa para defender a nossa existência: chamada da TV Brasil que traz, com bom humor, menção ao “mico” estampado na capa da Época.

Desse modo, reivindicamos que a empresa interrompa a sindicância aberta contra o funcionário que - mesmo não tendo chegado a uma conclusão, já tem consequências para a sua saúde mental e para o clima institucional do Radiojornalismo – e desista de aplicar qualquer punição a ele. Entendemos ainda que a atitude da empresa é uma prova inconteste da cultura de assédio perpetuada na EBC, e lembramos que a gestão deve respeitar decisão judicial que obriga a empresa a combater a prática.


Também seguimos defendendo que a EBC se posicione a respeito dos ataques sofridos pela empresa, veiculando nas rádios, Agência e TV um texto em defesa da EBC e da comunicação pública. Ansiamos para que a direção compreenda, enfim, seu dever e responsabilidade histórica em adotar essa postura. E, conquistando essa compreensão, quem sabe a gestão possa adotar enfim a medida certa: reconhecer Morillo Carvalho pelo excelente serviço que prestou a todos os funcionários, à empresa e, em última instância, ao povobrasileiro.

 

Comissão de Empregados da EBC Sindicato dos Jornalistas do DF, RJ e SP Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SPE