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Publicado em Terça, 23 Outubro 2018 14:42
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Cerca de 20 mil pessoas foram às ruas no último sábado (20), em Brasília, contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PLS), pela transparência nas eleições e em defesa das liberdades democráticas. Manifestações acontecem em mais de 45 cidades brasileiras. Protestos também ocorreram exterior.

O ato “Mulheres Pela Verdade e Pela Justiça”, convocado por mais de 15 entidades - entre elas o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, teve início na rodoviária do Plano Piloto. Com palavras de ordem como “Ele Não”, “Ditadura Nunca Mais”, “Agora é 13”, “Eu tô com ele, eu tô com ela, agora é Haddad e Manuela”, “Fascistas, Machistas não passarão”, mulheres, lgbts, negros, negras, indígenas, trabalhadores sem terra e sem teto marcharam até a Funarte, onde, de baixo de chuva, encerraram o protesto.

“O ato de hoje mostrou, mais uma vez, que um setor grande da sociedade, para além da militância organizada, não aceita o projeto de país defendido por Bolsonaro. Mesmo com toda a tentativa de intimidação, muitos resistem e mostraram isso ao sair nas ruas no DF e em todo o país. Fomos cerca de 20 mil afirmando Ele Não”, avalia Leonor Costa, da coordenação do Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF e diretora do SJPDF.

Ataques à imprensa
Segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), desde o início do período eleitoral, em maio, mais de 140 jornalistas já receberam ataques nas redes, ameaças de morte e agressões físicas e verbais, em grande maioria por apoiadores da campanha do candidato do PSL.

Um dos casos mais recentes é o da jornalista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campo Mello, que publicou uma reportagem na última semana denunciando o envolvimento de várias empresas na compra de pacotes de envio de mensagens pelo Whatsapp, com notícias falsas favorecendo a candidatura de Jair Bolsonaro, o que pode configurar caixa 2 e financiamento ilegal de campanha.

A coordenadora geral do SJPDF e também do Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, Renata Maffezoli, lembra que é dever dos jornalistas, conforme prevê o código de ética da profissão, lutar em defesa da liberdade de imprensa e expressão, contra as opressões, contra o machismo, homofobia, racismo e em defesa das minorias e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

"Estamos enfrentando um momento muito complicado, uma eleição que vem sendo pauta por notícias falsas, que colocam em questionamento a nossa profissão e o nosso fazer jornalístico. Estamos sendo ameaçados por exercer com rigor nossa função e vendo liberdades democráticas serem tolhidas, além de assistirmos a uma escalada de crimes de ódios protagonizados pelos apoiadores da campanha de Bolsonaro. Temos o dever ético de nos posicionar contra toda e qualquer violência, em defesa da nossa profissão e de seu livre exercício, pela verdade e pela justiça", ressaltou.


A diretora lembra ainda o caso do jornal Brasil de Fato, que teve sua edição especial sobre o segundo turno das eleições apreendido pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado do Rio de Janeiro. "É um grave atentado à democracia e à liberdade de imprensa, em especial ao jornalismo alternativo. O Brasil de Fato é um veículo que historicamente se posiciona na disputa contra hegemônica dos meios de comunicação e sempre se pautou por dar voz aos trabalhadores e às minorias", completou.

Realizado em parceria com a jornalista Polianna Franco, editora do jornal Ceilândia em Foco, evento é destinado a j… https://t.co/vbrLDDSBdR
Marielle Franco, assassinada há exatos 8 meses, sabia exatamente da importância da comunicação pública para o país.… https://t.co/tubeQQZgaG

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