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Publicado em Sexta, 30 Dezembro 2022 18:27
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Quantas lutas cabem em um só ano? Em 2022, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal celebrou 60 anos de fundação com muito respeito à caminhada de quem veio antes e imensa energia para a defesa intransigente da categoria.

Na certeza de que o livre exercício da nossa profissão é pilar da democracia, estivemos à frente das denúncias e confronto às agressões e perseguições aos e às jornalistas. As tentativas de silenciamento continuaram partindo do próprio presidente da República e dos seus seguidores, mas não prosperaram. Derrotados nas urnas, eles agora serão condenados pela história para o lugar de quem colocou em prática a política da violência e da morte.  

Apesar dos esforços governamentais em contrário, o avanço da vacinação nos permitiu voltar a visitar as redações e assessorias. O contato presencial e direto com a categoria deu uma nova cara à campanha salarial de 2022, ainda que tenham se mantido as assembleias por sistema remoto.

A participação das e dos jornalistas nas decisões foi substancialmente maior que nos anos anteriores e deixou a confiança de que poderemos ir ainda mais longe em 2023, com atos de campanha nas redações e a paralisação parcial do trabalho, se necessário, como recursos para reforçar a pressão sobre os patrões.

Ao fim de cinco meses de negociações, foi possível assegurar o reajuste integral (11,73%) da inflação anual apurada na data-base (1º de abril) para o piso salarial, que passará a ser de R$ 3.242,15 a partir de janeiro. Para os salários acima do piso, o reajuste ficou em 8%. A título de retroatividade, foi definido um "abono especial" no valor de 40% do salário.

O ano foi também de resistência intensa e dura à gestão bolsonarista na EBC. Com o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) pendente de renovação e diante de uma sequência de ameaças e represálias contra militantes e mesmo dirigentes sindicais, as e os colegas da EBC sustentaram uma greve por 19 dias, em 2021. O movimento resultou na instalação de dissídio para julgamento da disputa.

A denúncia incesssante dos ataques do governo Bolsonaro contra a liberdade de imprensa, o jornalismo e os jornalistas - muito especialmente contra as mulheres - foi outra frente importante da atuação do Sindicato. Em nome dessa luta, travada em repetidas ocasiões, a solenidade de troca de gestão, em outubro, foi convocada como um Ato em Defesa da Democracia. Nele, foi lido um manifesto em que a nova diretoria defendeu o voto em Lula no segundo turno.

No terreno jurídico, o Sindicato atuou intensamente na defesa das e dos jornalistas, em especial os que trabalham terceirizados ou como PJ. Com apoio do Coletivo de Mulheres Jornalistas e da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF), foram repetidas iniciativas junto às empresas. Desde ofícios e notificações até reuniões em que discutimos problemas de diversas ordens: salários e benefícios, jornada de trabalho, acúmulo e desvio de funções, contratação irregular, assédio moral, machismo, racismo e direitos de mães e pais trabalhadoras/res.

Comemorações

O aniversário de 60 anos motivou uma série de ações e comemorações do Sindicato, que teve a pintura da sede renovada, com a aplicação de pintura mural da artista Naomi Cary. A reabertura para um evento público foi feita em um debate sobre o jornalismo sob o governo Bolsonaro, com exposição de fotos dos colegas Dida Sampaio e Orlando Brito, que deixaram saudade é um legado para o fotojornalismo brasileiro. Nossa entidade foi homenageada também com sessão solene na Câmara Legislativa.

A duas semanas do segundo turno das eleições, nosso auditório recebeu colegas, convidadas e convidados, representantes de sindicatos, movimentos sociais e partidos, para a posse da diretoria eleita em setembro. A nova gestão conta com integrantes da anterior, reforçados com o ingresso de colegas de diferentes redações e áreas de atuação, e renova o compromisso de luta intransigente em defesa dos direitos das e dos jornalistas, por condições de trabalho mais dignas e pela integridade e dignidade no exercício do dever de informar a sociedade.

O ano se encerra com a participação de nossa coordenadora-geral Juliana Cézar Nunes no Grupo de Trabalho de Comunicação do processo de transição de governo. Juliana levou as preocupações da nossa categoria, em especial com a reconquista da EBC como empresa dedicada à comunicação pública e democrática, a serviço da sociedade.

Em 2023, levaremos toda a energia desse ano para garantir o respeito aos jornalistas e às jornalistas que nos últimos anos estiveram firmes na defesa da democracia. Queremos que os nossos direitos e os direitos do conjunto da sociedade sejam cada vez mais ampliados, com a busca de caminhos para reverter os retrocessos na legislação trabalhista e ampliar o direito à informação e comunicação no Brasil. Estamos com olhos atentos e punhos erguidos. Seguimos juntas e juntos!

 

 

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