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Cansado de lidar com notícias negativas e incentivado pela filha, o jornalista Rinaldo de Oliveira criou o site SóNotíciaBoa . O espaço online atingiu a marca de um milhão de acessos mensais e virou opção para leitores de 150 países. Em entrevista para assessoria do Sindicato dos Jornalistas do DF sobre o sucesso da homepage, Rinaldo revelou que ele é o principal investidor do espaço. Rinaldo tratou da história da criação do SóNotíciaBoa, de como é feita a seleção das notícias, sobre a repercussão da página e de como o espaço é custeado, entre outros tantos assuntos.  O jornalista, que atualmente é repórter nacional do Jornal da Band-Edição da Noite e apresentador do telejornal BandCidade-2a.edição, na Band-Brasília, disse que é fantástico conseguir 1 milhão de acessos divulgando só notícias boas. Ele declarou ter  esperança em mudanças do conceito do jornalismo e de ver mais notícias boas como destaque nos noticiários.  Vale muito conferir!

Assessoria do Sindicato (AS): Como surgiu a ideia do site Só Notícia Boa?

Rinaldo de Oliveira (RO): Surgiu da minha necessidade particular de achar notícia boa, de ver que existe gente boa, que não estamos no fim do mundo, com essa chuva de tragédias, violência, roubalheira, que invade mais de 90% do noticiário. Aí em 2009 eu criei um pequeno blog, que as pessoas gostaram e que em 2011 ganhou o formato do site SóNotíciaBoa. Minha filha, na época com 10 anos, me ajudou na escolha do nome. Ela disse que não me assistia na TV porque o jornal que apresento só dava notícia de gente que morre, que mata, que maltrata crianças e animais e "eu gosto só de notícia boa, papai", disse Lorena na época... Daí o nome do site: Só NoticiaBoa.

AS: Depois do lançamento em 2011, qual foi a notícia de maior repercussão na página? E qual por qual o motivo?

RO: Temos mais de 5 mil notícias boas publicadas. São notícias de saúde, negócios, sustentabilidade, tecnologia, variedades, Brasil e Boas Ações. As mais lidas até hoje foram: 5 Sucos Detox: para emagrecer e limpar o organismo, com 417 mil acessos, na editoria saúde. Mal de Alzheimer: cientistas canadenses conseguem reverter a doença, também em saúde, com 187 mil acessos. Negócios: Veja quais azeites são extravirgem de verdade: teste alerta, com 115 mil acessos. E Ex-catadora de latinhas passa em concurso: ganha R$ 7 mil, 97 mil acessos, entre outras tantas.

AS: Como são selecionadas as notícias diariamente? Existem colaboradores permanentes? Vocês recebem quantas sugestões de pautas por dia?

RO: No início eu perdia horas caçando noticia boa nas redes sociais, assessorias e agencias de notícias. Hoje viramos referência. Os leitores quando encontram uma notícia boa, ou uma história bacana nas redes sociais, mandam pra gente. Aí a gente checa, entrevista os personagens e faz as reportagens, tudo aqui de Brasília. Nossa equipe é de 10 pessoas, todos colaboradores. Sendo 5 são jornalistas de Brasília e São Paulo, amigos de longa data. Recebemos até de 10 a 20 sugestões de pauta por dia. Hoje podemos selecionar notícia boa, que parece tão rara na grande mídia.

AS: O site atingiu um milhão de acessos mensais. Divulgar notícias boas para vocês virou um bom negócio. Você imaginava que isso poderia ocorrer? A que se deve tal repercussão?

RO: Chegar a 1 milhão de acessos foi uma grata surpresa pelo número simbólico, mas foi uma audiência construída dia a dia, com muito trabalho e determinação. O fantástico é conseguir 1 milhão de acessos dando apenas notícia boa, visto que o mercado comum só aposta em notícias "ruins". Mostra que as pessoas estão cansadas desse tipo de jornalismo sangrento e sensacionalista. Mostra que elas querem saber o que acontece de bom pra poder respirar, acreditar na vida, nas pessoas, que esse mundo ainda tem jeito. Nosso site é para inspirar, para fazer a pessoa ler algo bacana e pensar "ei, eu também posso fazer isso". E pra mostrar que tem muita gente boa trabalhando pra melhorar esse planeta, a vida das pessoas e dos animais. Hoje o SóNotíciaBoa se paga, com os comerciais do Google Adsense. Acreditamos que será um grande portal, uma grande redação e que será um grande negócio. O conceito do jornalismo positivo, ou positivista, ainda é novo no mundo. Existem cerca de 10 sites como o nosso no mundo todo... Mas é uma tendência irreversível e logo o mercado publicitário vai perceber que temos um público diferenciado e vai investir nessa área. A repercussão desde 1 milhão de acessos se deve ao esgotamento da fórmula do jornalismo "trash" e da busca das pessoas por uma vida melhor, um norte, uma esperança de melhora e mudança.

AS: O site tem alguma espécie de patrocínio? Financiador? Como o portal se mantém?

RO: Até o ano passado eu financiava o site com meu próprio salário. Um investimento que vem desde 2010 quando o blog migrou para site. Hoje os anúncios do Google Adsense pagam os custos básicos operacionais. Aí você pergunta: você é louco? Gastar dinheiro durante 4 anos em algo que não dá retorno? Eu te respondo: não. Eu acredito nessa mudança de conceito do jornalismo e não estou errado. 570 mil visitantes únicos passam pelo site mensalmente e provam que não estou sozinho nesse pensamento. Nossa audiência é crescente. Logo será inevitável que os patrocinados que já investem em campanhas positivistas queiram estar neste espaço e falar para o público alvo deles, que está aqui. É questão de tempo e paciência para o mercado publicitário amadurecer.

AS: Como você vê essa nova tendência de muitos jornalistas, inclusive os aposentados, lançarem sites próprios?

RO: Acho ótimo. A internet permite que todos sejamos editores chefes, que a gente trabalhe com nossa linha editorial e não com aquela imposta pela grande mídia. E que a gente possa trabalhar feliz, naquilo que acredita.

AS: Até o momento, o que você tira de mais positivo da experiência?

RO: São muitos pontos positivos: retorno das pessoas (várias) que escrevem dizendo que colocam nosso site para abrir o computador pra começar bem o dia. A possibilidade de dar destaque para "gente que faz", e só aparecia no cantinho da página nos jornais. A alegria de poder trabalhar em paz, em casa, escrevendo coisas positivas que tocam as pessoas nos quatro cantos do mundo. (temos leitores em 150 países). Além de tudo isso é boa a perspectiva de pensar numa aposentadoria gorda, fazendo algo q você gosta.

Concluo dizendo o que escrevi na matéria que anunciou 1 milhão de acessos:

"Aqui não é notícia quem mata, mas quem salva. Não mostramos quem rouba, mas quem é honesto. Desprezamos quem agride. Falamos de quem faz boas ações. Não noticiamos tragédias, só casos com final feliz. Em vez de preconceito, damos histórias de superação".

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