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Publicado em Terça, 16 Maio 2017 20:33
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A Cozinha Fotográfica desta segunda-feira, 15/5, contou com a presença de JR Duran, fotógrafo reconhecido no país por retratar celebridades nuas. De forma espontânea e com muitas brincadeiras, Duran iniciou e terminou a sua palestra que foi assistida por cerca de 150 pessoas, entre elas amantes da fotografia, repórteres fotográficos, professores e alunos universitários.  

JR Duran explicou que a essência do seu trabalho é fundamentada no retrato e inspirada, por exemplo, em pinturas de retratos produzidas por Diego Veláquez.  “Eu sou um retratista. Seja de um editorial de moda, de uma peça publicitária ou do próprio retrato. Eu sempre penso em ‘quem é você’, quem é essa pessoa que estou fotografando? A fotografia me serve para entender as pessoas. E quando eu vou fotografar uma pessoa eu retrato ela da maneira que ela é. Eu não coloco nessas fotos o que eu sei dessa pessoa”, afirmou Duran.  

Ele esclareceu também que o fator tempo é determinante para o seu trabalho, já que persegue o objetivo de fazer com que as pessoas enxerguem nos seus retratos a genialidade do retratado. “Faço um exercício de fotografar o passado que possa ter projeção no futuro. Com o tempo, as pessoas irão olhar certas fotos e saber daquela história e entender o momento que ela foi produzida. Você vê muito isso nas fotos de Cartier-Bresson, por exemplo”, disse JR.

Durante a sua apresentação, JR apresentou vários retratos de perfil e celebridades e de pessoas anônimas que ele fez para ele mesmo para serem aproveitados na Rev. Nacional (veja mais sobre essa publicação abaixo) ou em outras publicações. Ele mostrou desde imagens de pessoas simples como é o caso de fotografias que produziu de trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Jirau até imagens de políticos, modelos, cantoras, entre outras.

A explanação do fotógrafo foi muito objetiva. Ele explicou que 80% das fotos que faz ele utiliza o tripé e também confessou sua prática de sempre levar duas toalhas (uma preta e outra branca) para montar as fotografias. Ele disse ainda que suas fotos não têm características de imagens de repórteres fotográficos, visto que estes utilizam muito o imediatismo. Ele admitiu que elas passam por uma montagem. “Eu moro em um universo imaginário”, ressaltou JR. E mais adiante destacou que o acaso provocado por ele é algo “espontâneo, com um toque de falsidade”.

Ele reconheceu também que todas as suas imagens são feitas da mesma maneira. “No entanto, eu tento entender como são as pessoas. Para mim o rosto é um mapa mundial que diz o que é aquela pessoa. As mãos também são expressivas para o tipo de trabalho que faço”, comentou.

Ao final de sua apresentação ele parafraseou o pintor alemão Johannes Vermeer. “Não fotografo o que eu sei, apenas o que vejo”.

REV.Nacional

JR Duran também apresentou a 9ª edição da Rev. Nacional, publicação semestral toda idealizada pelo fotógrafo.  A ideia da publicação surgiu depois que ele fez um ensaio de uma tribo africana. “Na volta para o Brasil eu pensei que eu olhava sempre para fora do Brasil e não olhava para o Brasil. Então pensei em fazer um livro sobre o Brasil e decidi fazer este livro em capítulos e fascículos”, relatou.

A revista é composta por fotografias de pessoas, lugares e coisas de interesse do autor. A tipografia, o logotipo, o formato foram todos pensados por Duran. A publicação não tem financiamento. “Faço a Nacional pelo prazer de conhecer e descobrir os temas e as pessoas que eu quero fotografar”, completou.

Veja mais sobre a REV. Nacional aqui

Sindicato solicita reunião com Correio Braziliense para discutir assédios moral e sexual. https://t.co/IYWoCQhrMH https://t.co/jANWHSfgbk
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Campanha convida cidadãos a lutar pela proteção de dados pessoais. Leia artigo de @jonasvalente sobre o tema.… https://t.co/sv6w0UmmFC
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