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Publicado em Sexta, 04 Janeiro 2019 16:09
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Jornalistas já começaram a enfrentar os primeiros empecilhos ao exercício profissional no governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL). Durante a posse do novo presidente, os trabalhadores foram colocados em situações desumanas de trabalho, que afetam diretamente o direito à informação da população

O próprio credenciamento da imprensa para a cobertura da posse foi feito de forma abusiva, limitando o acesso de profissionais, enquanto o governo distribuía credenciais de livre acesso para veículos alinhados à ideologia de Bolsonaro. Pela primeira vez, jornalistas credenciados não puderam transitar entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, num ato evidente de limitação à livre atuação da imprensa. O Sindicato notificou a assessoria de imprensa do governo antes mesmo da posse, mas não teve retorno dos responsáveis pela organização.

No dia 1º, os abusos começaram logo cedo. Os jornalistas credenciados foram obrigados a chegar ao CCBB, sede do governo de transição, 7 horas antes de iniciar a cerimônia de posse, às 15h. Os trabalhadores foram levados no começo da manhã até os quatro locais, Praça dos Três Poderes, Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Itamaraty. 

Os maiores problemas ocorreram no Congresso, onde jornalistas  reclamaram de proibição de acesso aos banheiros e da falta de fornecimento de água, já que foi proibido que levassem garrafas de água. Houve até relatos de ameaças de tiro, caso os trabalhadores deixassem a área reservada para imprensa. Alguns jornalistas estrangeiros se retiraram do Itamaraty devido ao confinamento imposto pelo governo e abandonaram a cobertura.

Os jornalistas foram ainda proibidos de portar equipamentos de segurança durante a posse, descumprindo recomendação do próprio Ministério Público do Trabalho.

O Sindicato dos Jornalistas do DF considera o tratamento dado à categoria inaceitável, sendo que nenhuma questão de segurança justifica tais medidas. Em nota, a diretoria afirmou que “a forma como está sendo tratada a imprensa já revela como a liberdade de expressão será encarada pelo novo governo e tal fato obriga os sindicatos de jornalistas de todos o país a agirem de forma incisiva em defesa da categoria que assegura a livre circulação de ideias”.

Tanques na EBC

O SJPDF também repudiou o envio inédito de tanques do Exército para a Empresa Brasil de Comunicação sob a justificativa de garantir a segurança da transmissão da posse presidencial. Para o Sindicato, a medida foi uma demonstração de força dos militares, impensável numa democracia, ferindo a autonomia da empresa de comunicação pública. 

Com a repercussão negativa do fato, o então governador Rodrigo Rollemberg afirmou que seria desnecessária a ação e disse que a PM iria garantir a segurança do local. Após a denúncia, os carros do Exército foram retirados da EBC.

Jornalistas já começaram a enfrentar os primeiros empecilhos ao exercício profissional no governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL). Durante a posse do novo presidente, os trabalhadores foram colocados em situações desumanas de trabalho, que afetam diretamente o direito à informação da população.

O próprio credenciamento da imprensa para a cobertura da posse foi feito de forma abusiva, limitando o acesso de profissionais, enquanto o governo distribuía credenciais de livre acesso para veículos alinhados à ideologia de Bolsonaro. Pela primeira vez, jornalistas credenciados não puderam transitar entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, num ato evidente de limitação à livre atuação da imprensa. O Sindicato notificou a assessoria de imprensa do governo antes mesmo da posse, mas não teve retorno dos responsáveis pela organização.

No dia 1º, os abusos começaram logo cedo. Os jornalistas credenciados foram obrigados a chegar ao CCBB, sede do governo de transição, 7 horas antes de iniciar a cerimônia de posse, às 15h. Os trabalhadores foram levados no começo da manhã até os quatro locais, Praça dos Três Poderes, Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Itamaraty.

Os maiores problemas ocorreram no Congresso, onde jornalistas reclamaram de proibição de acesso aos banheiros e da falta de fornecimento de água, já que foi proibido que levassem garrafas de água. Houve até relatos de ameaças de tiro, caso os trabalhadores deixassem a área reservada para imprensa. Alguns jornalistas estrangeiros se retiraram do Itamaraty devido ao confinamento imposto pelo governo e abandonaram a cobertura.

Os jornalistas foram ainda proibidos de portar equipamentos de segurança durante a posse, descumprindo recomendação do próprio Ministério Público do Trabalho.

O Sindicato dos Jornalistas do DF considera o tratamento dado à categoria inaceitável, sendo que nenhuma questão de segurança justifica tais medidas. Em nota, a diretoria afirmou que “a forma como está sendo tratada a imprensa já revela como a liberdade de expressão será encarada pelo novo governo e tal fato obriga os sindicatos de jornalistas de todos o país a agirem de forma incisiva em defesa da categoria que assegura a livre circulação de ideias”.

 

Tanques na EBC

O SJPDF também repudiou o envio inédito de tanques do Exército para a Empresa Brasil de Comunicação sob a justificativa de garantir a segurança da transmissão da posse presidencial. Para o Sindicato, a medida foi uma demonstração de força dos militares, impensável numa democracia, ferindo a autonomia da empresa de comunicação pública.

Com a repercussão negativa do fato, o então governador Rodrigo Rollemberg afirmou que seria desnecessária a ação e disse que a PM iria garantir a segurança do local. Após a denúncia, os carros do Exército foram retirados da EBC.

O SJPDF se solidariza com os jornalistas do Diário de Pernambuco em greve. https://t.co/gdE2idI63L
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