assembleia unificiada

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Publicado em Terça, 20 Outubro 2020 13:02
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Ao fim de uma negociação prolongada e difícil, nas condições inéditas da pandemia, os jornalistas do DF aprovaram em assembleia, no último dia 15, o acordo para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A proposta, aprovada sem votos contrários e com algumas abstenções, assegura o reajuste do piso da categoria, dos salários e do auxílio alimentação, a partir de janeiro de 2021, sem retroativo.

Para o ticket e o piso salarial, o índice de reajuste será de 3.31%, correspondente à variação do INPC no período entre abril de 2019 e março 2020. Com isso, o piso passará a ser de R$ 2.805 e o valor mínimo do vale alimentação, de RS 330. Os salários acima do piso serão reajustados em 1,65%, também a partir de janeiro de 2021. Como contrapartida para aceitar os reajustes, porém, o Sindicato das Empresas de Televisão, Rádio e Jornais (Sinterj) exigiu que fosse suspenso neste ano, em caráter excepcional, o pagamento do PPR/abono.

É importante destacar que a campanha salarial deste ano sofreu logo no início o impacto da pandemia e da emergência sanitária. A pauta de reivindicações original, apresentada pelo Sindicato às redações e aprovada em assembleia em fevereiro, não obteve resposta do sindicato patronal, que só aceitou abrir negociações seis meses mais tarde.

Sem a possibilidade de retornar às redações para informar sobre o andamento do processo e discutir com a categoria as opções colocadas na mesa de negociações, a direção do SJPDF teve de buscar caminhos para afrontar uma contraproposta de "zero absoluto" apresentada inicialmente pelo Sinterj: nenhum reajuste, nem pagamento de PPR, além da suspensão de outros benefícios. A rigor, o sindicato patronal chegou a colocar em dúvida a própria renovação da CCT - o que equivaleria a anular a data-base e o conjunto das cláusulas que regem as relações de trabalho para os jornalistas do DF.

O acordo submetido à categoria e aprovado em assembleia não apenas garantiu um reajuste, embora muito aquém das necessidades, mas assegurou, ainda, a manutenção da data-base e a renegociação das cláusulas econômicas em abril de 2021.

Na avaliação da diretoria do SJPDF, representa uma garantia mínima de não retrocesso, em uma conjuntura marcada pela legislação extraordinária, em resposta à pandemia, sancionada pelo governo federal de ainda mais ataques aos trabalhadores, através da qual as empresas puderam impor reduções de jornada e salário ou mesmo a suspensão temporária de contrato de trabalho.

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