campanha sindicalizacao 2021

Extra!
Publicado em Terça, 28 Dezembro 2021 18:57
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✨ Se 2021 serve como termômetro, 2022 se anuncia desde já com a perspectiva de uma safra rica em lutas e desafios para os jornalistas, nacionalmente e no Distrito Federal.

Um cenário que marcará o aniversário de 60 anos da fundação do Sindicato dos Jornalistas do DF, em julho - uma data que convida a recordar e atualizar o papel da nossa entidade em passagens cruciais da história recente do país, com destaque para a resistência à ditadura militar (1964-1985), a reconquista da democracia e o enfrentamento mais recente às agressões contra a categoria.

O segundo ano da pandemia da covid-19 termina com os ecos da maior greve na história da EBC. Foram 19 dias em que jornalistas, radialistas e outras categorias profissionais cruzaram os braços em defesa das condições de trabalho na empresa pública de comunicação, ameaçada pela ofensiva privatizante do governo Bolsonaro.

Resistência a ataques de múltiplas origens e sentidos foi o tom da ação da categoria e do Sindicato em mais um ano vivido nas condições da pandemia. A luta pela vacinação dos jornalistas e a cobrança permanente do cumprimento das normas sanitárias na rotina de trabalho, por sinal, foi um dos esforços constantes de 2021 - seja no corpo a corpo com os empregadores, seja na frente judicial.

Desde os primeiros meses, foi preciso enfrentar igualmente a ofensiva patronal contra direitos e conquistas dos jornalistas e do conjunto dos trabalhadores, e mesmo o descumprimento da Convenção Coletiva e da legislação trabalhista em geral. O exemplo mais notório é o do Correio Braziliense, onde a redação respondeu ao atraso de salários, 13º, férias e auxílio-alimentação com repetidas paralisações - a maior delas por mais de 10 dias. O ano termina com nova rodada da batalha pelo pagamento integral do 13º, paralelamente à luta na Justiça pela quitação de benefícios atrasados há três anos ou mais.

O Sindicato dos Jornalistas viveu, em 2021, o terceiro ano de enfrentamento aos ataques repetidos e incessantes do governo Bolsonaro contra a liberdade de imprensa e o exercício da profissão. O movimento sindical enfrentou, em conjunto e unidade, novas tentativas de "reformar" a legislação trabalhista e de acabar com o funcionalismo público, num trabalho contínuo de retirada de direitos dos trabalhadores, inclusive uma tentativa de por fim ao registro profissional dos jornalistas e sua carga horária específica.

Da parte do presidente, em pessoa, a hostilidade se voltou particularmente contra as jornalistas, ofendidas e desrespeitadas em inúmeras ocasiões, diante de câmeras e microfones - uma atitude que ilustra à perfeição o machismo entranhado na sociedade -, e hoje patrocinado sem qualquer escrúpulo ou constrangimento por aquele que, segundo o juramento de posse, teria de ser o guardião maior dos direitos constitucionais das brasileiras e dos brasileiros.

Destacamos ainda a iniciativa da Federação Nacional dos Jornalistas, a Fenaj, em abrir discussões sobre a necessidade de taxação dos grandes conglomerados digitais para financiar o jornalismo profissional, com a proposta de criação de um democrático fundo de fomento público ao jornalismo brasileiro.

As projeções para 2022 indicam que a luta política pela dignidade da profissão e pelo direito da sociedade à informação - pilares da democracia - tende a ganhar novos contornos, no quadro da eleição presidencial de outubro. O mesmo cenário, aliás, leva a esperar novos e maiores embates na defesa dos direitos dos trabalhadores, numa conjuntura de crise agravada pela política econômica de um governo cuja meta é o retrocesso em toda linha.

Avançamos no enfrentamento e identificação dos mais diversos tipos de assédio e discriminação de gênero, raça e orientação sexual nas redações e assessorias, mas ainda temos vários passos a dar na garantia de condições justas e dignas de trabalho. A luta pela liberdade de expressão também segue na agenda, fortalecida pelo exemplo dado por jornalistas como Maria Ressa e Dmitry Muratov, que ganharam o Prêmio Nobel da Paz de 2021 pelo corajoso trabalho realizado nas Filipinas e na Rússia, respectivamente.

Será nesse quadro que o Sindicato dos Jornalistas do DF festejará 60 anos de existência, sempre afinado com a luta da categoria e do conjunto da classe trabalhadora. Para estar à altura dos desafios que se anunciam, o SJPDF só tem uma fonte de multiplicação de suas forças: a união. É dentro de cada redação, ombro a ombro com cada colega e em torno do Sindicato que os jornalistas não estarão sozinhos na defesa de seus interesses!

Feliz 2022 e Próspera resistência!

Diretoria do SJPDF

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