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Publicado em Segunda, 26 Setembro 2022 17:40
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Para registrar a gestão 2019-2022 do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, a diretoria lança uma revista virtual de balanço das atividades da entidade. Os textos retratam as dificuldades da pandemia, a reação do SJPDF a crescente violência contra os jornalistas, as mobilizações e ações da diretoria.

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Balanço da Gestão 2019/2022

Confira o editorial da revista:

O ano de 2022 marca os 60 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e também o fechamento de um ciclo importante para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros/as. Para os/as jornalistas, em especial, foram anos de muitos desafios e embates. O desgoverno Bolsonaro, a pandemia de Covid-19 e a crise econômica marcaram o período, juntamente com o crescimento das agressões à categoria, a disseminação de notícias falsas e os ataques à democracia.

Essa  diretoria do SJPDF esteve na linha de frente de diversas batalhas, certa de que cada debate e enfrentamento seriam fundamentais para a construção de um futuro mais digno. Fomos  para as ruas, redes, redações, tribunais e Congresso Nacional para lutar pelos direitos da nossa categoria e da população brasileira.

Denunciamos diariamente os ataques liderados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro,  muitos dos quais resultaram até mesmo em agressões físicas contra nossos colegas, entre eles os já saudosos repórteres fotográficos Dida Sampaio e Orlando Brito. Além das ofensas, o desgoverno tentou desregulamentar a profissão, ameaçando derrubar a obrigatoriedade do registro profissional por meio de uma medida provisória. Foi a pressão do SJPDF e demais sindicatos que impediu esse e outros retrocessos nos direitos trabalhistas, já duramente atacados pelas reformas trabalhista e da previdência.

Nesses três anos, também atuamos na defesa da liberdade do exercício profissional do jornalismo, inclusive nos veículos de comunicação pública, tão duramente atacados desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O sindicato esteve ao lado de jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e da Rádio Cultura do Distrito Federal, se posicionando contra qualquer forma de censura e perseguição.

Na EBC, mantivemos firme a luta em defesa de direitos contidos no acordo coletivo de trabalho, pelos quais os trabalhadores realizaram uma greve de 19 dias, a maior da história da empresa. Nas campanhas salariais do setor privado, o SJPDF intensificou a mobilização da categoria, com a realização de assembleias, atos e paralisações.

Além do reajuste salarial, chamamos os e as colegas a se erguerem contra a precarização das relações de trabalho e formas de contratação, bem como contra o assédio moral, o machismo, o racismo e a LGBTfobia nas redações e assessorias. Ampliamos os convênios na área de saúde e educação, realizamos ciclos formativos e debates sobre temas da atualidade.

Colocamos em primeiro lugar a saúde e a vida, denunciando as empresas que tardaram em aplicar as medidas sanitárias e adotar o teletrabalho como forma de proteger os profissionais da Covid-19. Não compactuamos com discursos empresariais heróicos sobre jornalistas, os quais, da porta para dentro das redações, tiveram seus salários cortados em plena pandemia e vivenciam a negação de direitos sociais básicos, como licença maternidade de seis meses e auxílio creche para pais.

Sabemos dos imensos desafios que estão no horizonte da sociedade brasileira, bem como da próxima direção do sindicato. Temos um país para reconstruir. Mas nos orgulhamos de cada semente plantada nos últimos três anos. Inspirados e inspiradas nas palavras da escritora negra Conceição Evaristo, combinamos de não morrer e muito menos de não tombar calados/das. Estamos de pé!

Cada arbítrio foi combatido e registrado para a História. Seguimos certos e certas de que precisamos estar cada dia mais unidos e unidas. Escolhemos exercer o jornalismo para construir uma sociedade mais justa. Não podemos abrir mão dos nossos próprios direitos, sob o risco de perdermos a força para defender a democracia no sentido mais pleno. Ninguém vai nos calar! Venham conosco. Jornalistas em luta!

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