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Sindicato das Empresas de Televisão, Rádios, Revistas e Jornais do DF insistem em atacar os direitos dos jornalistas. Mais uma vez, as empresas negaram todas as propostas apresentadas pela assembleia dos trabalhadores. E pior, insistem em atacar os direitos da categoria. Nova assembleia está marcada para segunda (6/5), às 20h, na sede do Sindicato, para os jornalistas avaliarem a proposta patronal. 

As empresas agora propõem um reajuste de 3,5% nos salários, piso, auxílio creche e seguro de vida. Os patrões ainda insistem no reajuste zero para o auxílio alimentação. A inflação do período está em 4,67% e os trabalhadores aprovaram uma proposta de 6% de reajuste econômico para a CCT, compensando partes das perdas dos últimos anos.

Para o PPR/Abono, as empresas mantêm os valores de 2018, com mínimo R$1650,00 e o teto de R$ 1900,00, com pagamento em duas parcelas em julho/19 e janeiro/20, ou o pagamento em parcela única em setembro/19. Os trabalhadores negam o parcelamento do PLR e propõem R$ 2200,00 de mínimo e R$ 2600,00 de máximo, com multa de atraso de 5%. Os patrões ainda desejam que no local onde há programa próprio de participação nos lucros não seja pago o PPR.

Pacote de Maldades

Além de uma péssima proposta econômica, o sindicato patronal insiste em mudanças que prejudicam os jornalistas. Primeiro as empresas querem acabar com o limite de compensação de horas extras, que hoje é de 30 horas por mês, para que não paguem nunca mais o trabalho adicional.

Os patrões ainda desejam o fim da indicação formal de substitutos de chefes, podendo assim deixar de pagar o adicional necessário. Para o custeio de cursos pelas empresas, querem que o trabalhador fique no mínimo 6 meses no emprego, com pena de devolver os valores do curso. Hoje os jornalistas têm de ficar pelo período igual de realização do curso.

As empresas ainda querem que as funções nomeadas como “subeditor, editor, editor executivo, editor-chefe, chefe de redação, chefe de reportagem, redator-chefe e coordenador” sejam consideradas como de gestão/confiança e não tenham direito a jornada legal da profissão, hora extra e adicional noturno, entre outros. Na última proposta, elas abandonaram a cláusula da que seria invalido o acordo para os jornalistas hipersuficientes.

Propostas dos jornalistas

Na última assembleia, no dia 22/4, os jornalistas ainda decidiram pela proposta de reajuste de 6% nas cláusulas sociais, com o auxílio creche para R$ 550,00 e o ticket alimentação para R$ 360,00.

Entre as cláusulas sociais, a assembleia manteve que seja garantida a licença maternidade de seis meses e de paternidade de 30 dias. Também foram aprovadas as propostas para garantia do emprego dos jornalistas, de combate aos assédios moral e sexual, machismo, racismo, lgbtfobia e abusos de poder e uma cláusula com multa de descumprimento do acordo, além de uma nova redação para cláusula assistencial conforme orientação do Tribunal Superior do Trabalho.

 

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