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Em entrevista publicada no domingo (26/1) pelo UOL, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz considerações sobre a relação que manteve e mantém com a imprensa e comenta os seguidos ataques do atual chefe de Estado, Jair Bolsonaro, ao jornalismo e aos jornalistas. Segundo Lula, “tem crítica que ele faz que é correta”.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) entende que não apenas o presidente da República, mas cada cidadã e cidadão, tem o direito de opinar sobre o trabalho da imprensa. Mais do que isso, a Constituição e a lei garantem a quem eventualmente se sinta ofendido por uma matéria jornalística o direito de requerer na Justiça a devida reparação.

A necessária abertura à crítica da sociedade, cuja informação é a razão última de ser da nossa atividade profissional, não pode se confundir com a aceitação de ataques como os desferidos pelo atual presidente, em frequência quase diária, ao jornalismo e aos jornalistas. De acordo com levantamento divulgado na última semana por nossa Federação Nacional, a Fenaj, Bolsonaro foi o autor de 121 dos 208 ataques contra meios de comunicação e profissionais de imprensa ao longo do 2019.

Ao discutir a atuação da imprensa sem distinguir os diferentes meios, que vão da mídia privada à imprensa sindical, passando pelas empresas públicas de comunicação, Lula endossa, na prática, a perigosa generalização que tem sido a marca registrada do atual presidente. Quando se fala em termos como “a imprensa mente” ou “os jornais desinformam”, o que se planta é a desconfiança e mesmo a hostilidade da sociedade a uma atividade e uma categoria de profissionais cuja função é a comunicação social – que se destina a oferecer aos cidadãos a informação necessária a uma participação consciente e madura nos destinos do país.

Ao contrário da referência que faz o ex-presidente a supostas lições tiradas pelos proprietários de jornais na greve realizada pelos jornalistas de São Paulo em 1979 – o ano em que a imprensa brasileira “descobriu” o Lula dirigente sindical no ABC -, não se faz jornalismo verdadeiro sem os profissionais formados e qualificados para o exercício dessa função. Nem se trata de notícia aquilo que o atual presidente da República diz ou acredita fazer “sem precisar dos jornais e da televisão”.

Compreendemos o jornalismo como atividade fundamental em um Estado democrático de direito, uma vez que o acesso à informação de qualidade e a liberdade de expressão constituem base de uma cidadania crítica e ativa, capaz de garantir a pluralidade de vozes de um país marcado pelo racismo, machismo e LGBTfobia.

Portanto, o SJPDF reforça nesta nota seu posicionamento histórico marcado pela defesa da democracia e das/os trabalhadoras/es jornalistas. Juntas e juntos, podemos atravessar os desafios postos, sem abrir mão do respeito e da dignidade profissional.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF)

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