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Publicado em Sexta, 21 Outubro 2022 18:39
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Com a anuência de 96,6% dos votos válidos, os eleitos da chapa "Ninguém vai nos calar! Jornalistas em luta!" tomaram posse em solenidade pública nessa terça-feira (18), no auditório do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF). A eleição para a escolha da nova diretoria ocorreu entre os dias 13 e 16 de setembro, presencialmente e de maneira virtual.

Vinte e cinco diretores estarão à frente do sindicato e do Clube da Imprensa no triênio 2022/2025. A maioria deles, 18 ao todo, fizeram parte da gestão anterior e continuam se dedicando às causas, atribuições e responsabilidades sindicais. Os outros sete estão entrando agora, trazendo as suas contribuições e expectativas para esse novo ciclo que se inicia.

Confira o balanço da gestão anterior (triênio 2019/2022)

Todos os empossados têm larga experiência de trabalho nas iniciativas pública, privada e no terceiro setor, principalmente em áreas ligadas à redação, reportagem e edição em jornais, rádios, revistas e TVs; assessoria de imprensa e gestão da comunicação em empresas, agências, governos e organizações não governamentais; fotografia, mídias sociais, produção executiva e convergência digital. Alguns já trabalharam com políticas públicas, movimentos de cunho social e comunicação relacionada a temáticas sindicais. Na área acadêmica, há integrantes com especialização, mestrado e doutorado, envolvidos com ensino e pesquisa em nível superior.

Veja o currículo dos novos diretores (triênio 2022/2025)

Durante a solenidade, tomaram posse ainda cinco representantes para a Comissão de Ética do SJPDF e outros três membros que vão compor o Conselho Fiscal do sindicato. Para o primeiro grupo, se elegeram as/os jornalistas Leonor Costa, Lucas Krauss, Mário Rufino Júnior, Renato Cortez e Roberto Penteado; e, compondo o segundo, Jacson Segundo, Lincoln Macário e Morillo Carvalho.

Jornalistas pela democracia – Os 25 novos diretores pretendem reforçar a luta pela defesa de direitos humanos e trabalhistas, enfrentando ameaças ao livre exercício do jornalismo e à soberania popular por meio da unidade e participação da categoria. A cerimônia de posse também foi um ato político pela democracia e foi conduzida pelo diretor Silvio Queiroz, que já integrava a direção do SJPDF e continua como um de seus coordenadores-gerais.
Por conta da atual situação política que o País vivencia, o coordenador-geral abriu o evento chamando a atenção para a importância da garantia da liberdade de imprensa como pilar democrático em prol do direito constitucional à informação. "Nesse momento de transição de diretoria e considerando a história do sindicato ligada à vida política do Brasil e de Brasília, achamos oportuno e necessário fazer dessa posse um ato pela defesa da democracia e da liberdade de atuação profissional. Estamos a menos de duas semanas de eleger quem será o presidente da República. Uma decisão crucial para o futuro, para a continuidade da democracia brasileira, que custou tanto para ser restabelecida”, disse Silvio Queiroz.

Convidados – Participaram da mesa de abertura do evento a conselheira representante das empregadas e dos empregados no Conselho de Administração da EBC, Kariane Costa; o colunista e repórter da Agência Pública, autor de "Os fuzis e as flechas" e "Operação banqueiro", Rubens Valente; a presidenta da Fenaj, Samira de Castro; e o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues.

A cerimônia de posse também teve a participação de ex-presidentes e coordenadores do SJPDF e do Clube da Imprensa, que, homenageados pela nova direção, deram os parabéns aos empossados e se expressaram sobre a atual conjuntura social, política e eleitoral do País. Na plateia, jornalistas, lideranças sindicais e partidárias, membros de entidades parceiras e outros convidados lotaram o auditório do sindicato. 

Contra a reeleição – O evento terminou com a leitura de um MANIFESTO do SJPDF por ocasião das eleições gerais deste ano, reforçando para a categoria e a sociedade posicionamento a favor da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República.

O documento faz referência às centenas de violências sofridas por jornalistas e praticadas pelo presidente Jair Bolsonaro nas ruas e mídias sociais, consequentemente reproduzidas por membros de seu governo e seus seguidores. Somente entre 2019 e 2021, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) contabilizou 443 ataques de Bolsonaro a profissionais de imprensa e veículos de comunicação.

De acordo com o manifesto, a postura do chefe do Poder Executivo incentivou a institucionalização da censura em órgãos de comunicação pública e estatais, bem como a descredibilidade da imprensa de forma ampla entre os seus apoiadores. As notícias falsas massivas, estratégicas para o atual presidente e seus aliados, também representam ameaça direta à confiança que a população tem na categoria. Ainda conforme o documento, esses são alguns pontos que colocam a nova diretoria do SJPDF em posição oposta à reeleição de Jair Bolsonaro.

Vote 13! – Vale ressaltar que, para divulgar o manifesto, o sindicato está com a campanha "Jornalista não vota em quem ataca jornalista!". No perfil @jornalistasdf no Instagram, há vários posts que lembram as atrocidades cometidas por Bolsonaro contra o livre exercício profissional, em incentivo à censura e em flagrante desrespeito aos princípios democráticos. 

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