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Publicado em Segunda, 19 Dezembro 2022 14:54
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Os jornalistas do Correio Braziliense fazem assembleia na noite desta segunda-feira (19/12) e podem decidir pela greve para exigir o pagamento do 13º salário. No início do mês, vencido o prazo para quitação da primeira parcela, a empresa informou à Comissão de Trabalhadores da Redação que o benefício seria pago em três parcelas semanais, a partir da sexta (16). Nesse dia, porém, foi apenas marcada uma reunião com representantes do sindicato para a tarde de segunda. E os pagamentos não ocorreram.

Os atrasos e a irregularidade nos pagamentos dos salários mensais têm sido fatores de tensão constante no Correio, nos últimos dois anos. Somam-se a isso as inadimplências do adicional de férias (1/3) e do auxílio- alimentação - ambos em débito há até quatro anos, e objeto de ação judicial em fase de execução.

Além da incerteza e dos transtornos - inclusive financeiros - causados pela situação, os trabalhadores protestam contra a superposição de plantões extras, por conta dos dois turnos da eleição presidencial e da Copa do Mundo. "Está todo mundo esgotado", resume um colega, lembrando a redução substancial da equipe no período recente. Por isso, o lema na redação é: sem 13º, não vai ter cobertura da posse.

A disposição dos jornalistas é cruzar os braços já no plantão de Natal, até que a situação do 13º seja regularizada.

Justiça dará início à cobrança de atrasados
Os jornalistas do Correio Braziliense, inclusive parte dos que já deixaram a empresa, devem começar a receber em janeiro o pagamento (parcelado) das dívidas acumuladas desde 2018 em relação ao adicional de férias (1/3) e ao auxílio-alimentação que não foram pagos pela empresa.

Uma ação coletiva movida pelo Sindicato, cobrando as dívidas até agosto de 2020, entrou em fase de execução. Nesse quadro, a empresa apresentou proposta pela qual a Justiça deve bloquear receitas mensais para destiná-las à quitação dos atrasados. O acordo, já homologado, prevê uma quantia para pagamento (igualmente parcelado) das férias e tickets em atraso desde a data coberta pela ação anterior.

Como garantia para os trabalhadores, em caso de inadimplência de três parcelas, sucessivas ou não, o valor total da dívida será objeto de execução imediata, sujeito à multa e à atualização monetária.

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