Notícias
Publicado em Quinta, 06 Julho 2017 14:50
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

Os diretores do Sindicato dos Jornalistas do DF realizaram dois encontros, nos dias 27/6 e 4/7, com representantes da Secretaria de Segurança Pública GDF para cobrar medidas de seguranças dos jornalistas, em especial durante as coberturas de manifestações. Os representantes sindicais reivindicaram melhor cuidado por parte do Estado com os profissionais da imprensa e apresentaram um dossiê sobre a violência praticada pelas forças de segurança do GDF durante a cobertura do #OcupaBrasília, mobilização realizada em 24 de maio. O dossiê também foi apresentado há duas semanas pela entidade em audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (Veja mais aqui).

Na reunião dessa terça-feira (4), após pleito do sindicato apresentado no primeiro encontro, a Secretaria de Segurança convocou também representantes do Sindicato de Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais (Sinterj-DF) para fazer parte das discussões. Neste encontro, o GDF foi representado por Pehkx Jones Gomes da Silveira, chefe de Gabinete da SSP-DF. 

Durante a reunião, os diretores do SJPDF voltaram reafirmar o posicionamento contrário da entidade a qualquer tipo de agressão praticada contra cidadãos, não somente aquelas exercidas contra a imprensa. Mas destacaram muita preocupação com os repetidos casos de agressões contra os profissionais da mídia, além de ressaltarem que a cobrança por parte da entidade para a garantia de segurança dos profissionais não é uma reivindicação nova. E pleitearam também um melhor entendimento do trabalho dos jornalistas por parte das forças de segurança.

“Esse é um tema prioritário para o Sindicato. Não é de hoje que enfrentamos problemas com as forças de segurança aqui no DF. Nos choca muito a falta de preparação do Estado para lidar com a questão. Precisamos tomar providências com urgência”, criticou Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.

“O profissional de imprensa tem que ter liberdade de atuação e não pode ser impedido de realizar seu trabalho. É importante que o policial compreenda que o jornalista está cumprindo um trabalho que tem relação com a democracia e garante o direito à informação da sociedade. É inadmissível o jornalista virar alvo de uma ação policial por ele estar, por exemplo, registrando um ato de violência praticado pela polícia ou pelos manifestantes, afirmou Reginaldo Marcos Aguiar, coordenador-administrativo do SJPDF.

Cobrança junto às empresas comunicação

O SJPDF realizou ainda cobranças junto ao sindicato patronal. As garantias de Equipamentos de Proteção Individual do direito do profissional se retirar se identificar que o local traz riscos a sua segurança, bem como de se recusar a fazer a cobertura foram algumas das medidas cobradas pelo Sindicato das empresas de comunicação. Outro tema apresentado pelos representantes sindicais para as empresas foi a falta de investimento das empresas em capacitação sobre o tema, com o intuito de formar os jornalistas para que eles possam lidar com questões referentes a sua própria segurança

“Nós entendemos, por exemplo, que uma jornalista grávida ou um jornalista que não esteja com 100% da sua mobilidade tenha esse direito. Entre outros tantos casos. É importante também, o jornalista estar apto a deixar o local de cobertura quando a sua vida passa a ser ameaçada. As empresas precisam contribuir com a formação dos profissionais para isso também”, explicou Pozzembom.

Protocolo de Segurança

No encontro, os representantes do Sindicato voltaram a defender a necessidade da construção de um protocolo de segurança (reivindicação apresentada pela entidade desde 2013) visando um tratamento adequado dos profissionais de imprensa por parte das forças do Estado. A Secretaria de Segurança do DF se comprometeu a enviar um primeiro documento com sugestões para o SJPDF. A diretoria do Sindicato irá discutir as propostas e depois convocar uma assembleia para discutir medidas de segurança e deliberar com a categoria.

“As forças de segurança que são representantes do Estado em uma manifestação, não têm o direito de dizer para o jornalista como ele deve trabalhar. O que ele deve cobrir ou deixar de cobrir. Os jornalistas têm que ter o direito de ir e vir, que é um direito constitucional, mas também o direito democrático de exercer sua profissão. O Estado deve respeitar isso. Esse é debate que nós queremos fazer. O Estado, em conjunto com as empresas de comunicação, deve garantir a segurança do profissional de imprensa”, afirmou Pozzembom.

Capacitação das Forças de Segurança

Outra ideia dada pelo Sindicato que deverá entrar em prática, em breve, é a formação dos agentes das forças de segurança para lidar com os profissionais da área de imprensa. Ficou acertado que os sindicatos laboral, patronal e as Secretarias definam as datas e os procedimentos para a realização de cursos de formação que contem com a presença dos agentes, mas também dos profissionais de imprensa.

“A criação do protocolo, a capacitação das forças de segurança e o diálogos entre as partes interessadas são medidas que poderão surtir efeitos. O nosso objetivo é fazer com que o jornalista tenha a possibilidade de trabalhar sem ser agredido ou sofrer algum tipo de intervenção em seu trabalho. Nós queremos que após a sua identificação os jornalistas não seja atrapalhado, muito menos agredido”, completou Reginaldo.

        

Dia foi criado em 1992 para ser o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.… https://t.co/NwpX5ZGyF3
2hreplyretweetfavorite
Abertas as inscrições para o curso “Fotojornalismo em situações de crise” com Alan Marques. https://t.co/Ygz7nifhAK https://t.co/hyHIzB4S41
24hreplyretweetfavorite

Acesse o Site