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Publicado em Segunda, 13 Novembro 2017 14:54
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A aprovação em uma comissão especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que proíbe o acesso de mulheres a serviços que garantam a interrupção de gravidez fruto de estupro e de comprovação de fetos anencéfalos, ontem (8), causou indignação em meio a diversos coletivos.

Um ato em defesa da "vida das mulheres" acontecerá em diversas capitais do Brasil nesta segunda-feira (13). Pelo menos 31 cidades estão com hora marcada para protestar contra a PEC 181. Os eventos no Facebook lembram que 18 homens votaram a favor da criminalização do aborto até em casos de estupro e risco de vida para a mulher, por isso o nome do protesto "Todas Contra 18".

Belém, Belo Horizonte, São Paulo, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, Ribeirão Preto, Manaus, Brasília, Maringá, Salvador, Juiz de Fora, Campo dos Goytacazes, Nova Friburgo, Campo Grande, João Pessoa, Goiânia, Poços de Caldas, Taubaté e Uberlândia são as cidades que convocaram a manifestação através de eventos no Facebook. 

Rio de Janeiro e São Paulo

Na capital paulista, o movimento convocado pela Frente Feminista de Esquerda está marcado para as 18h,  no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

“Os fundamentalistas querem que a mulher que engravide vítima de um estupro seja forçada a ter um filho fruto de uma violência, seja presa por fazer um aborto ou então que morra em um aborto clandestino”, diz a convocatória do evento. “Os conservadores querem que, mesmo nos casos em que a gestante corre risco de vida, não teríamos direito a recorrer a um aborto.”

No Rio, a manifestação convocada pela Frente contra Criminalização das Mulheres pela Legalização do Aborto está marcada para as 17h, na Cinelândia, região central. “Precisamos, sim, ampliar a legalização do aborto, para que as mulheres parem de morrer. E não restringir ainda mais seu acesso!”, diz o texto do evento. “Não vamos deixar que criminalizem nossos corpos e retirem nossas vidas cada vez mais.”

“É de causar indignação a todas as mulheres desse país 18 homens decidirem sobre as nossas vidas”, diz a psicóloga Rosângela Talib, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, referindo-se ao fato de a PEC ter sido aprovada em comissão especial por 18 deputados homens, com o único voto contrário vindo de uma mulher, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

“Principalmente a gente sabendo que todas as pesquisas de opinião têm ido em direção contrária em relação a esse tema. A maioria da população tem dito que as mulheres não devem se presas e a decisão tem que ser delas, não dos parlamentares. Não faz sentido a aprovação dessa PEC”, avaliou, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

No final de outubro, a ONG lançou um ebook com dados de uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência, realizada em fevereiro. Segundo o levantamento, 64% dos brasileiros entendem que a decisão a respeito do aborto deve ser da própria mulher.

“É um bando de homens, machos, decidindo sobre os corpos das mulheres, um desrespeito total. É inconcebível que uma mulher tenha que ser obrigada a permanecer com a gravidez, se ela foi violentada e engravidou como resultado disso, e não quiser”, afirma Rosângela. “Não tem cabimento eles acharem que as mulheres são simplesmente um receptáculo.”

Em nota, a entidade também orienta sobre como organizar a resistência contra a proposta, além da presença nas ruas. “A resistência contra esse retrocesso fundamentalista e tenebroso pode ser feita de diversas formas. Pela internet, é possível participar da consulta pública feita pelo Senado Federal a respeito da PEC. No portal E-Cidadania, vote NÃO para derrubar a emenda que altera a Constituição. Clique aqui.”

Fontes: Carta Capital e Jornal do Brasil 

RT @elbritobr: Orgulho de ter estagiado e feito escola com grandes profissionais na TV Brasil. Tristeza de ver o desmonte de tudo que é púb…
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