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Publicado em Sexta, 19 Novembro 2021 16:34
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Qual o tamanho da população negra no jornalismo brasileiro? Qual a porcentagem de mulheres? Há racismo e assédio nas redações? Quais as principais dificuldades dos negros e negras no trabalho e na construção das respectivas carreiras? Como os negros estão distribuídos geograficamente pela imprensa do país?


Essas são apenas algumas das perguntas respondidas pelo estudo "Perfil Racial da Imprensa Brasileira", que foi apresentado na quarta-feira (17/11), às 19h, no evento online X Seminário Internacional Diálogos Antirracistas. A atividade integra a programação da Semana da Consciência 2021 da Universidade Zumbi dos Palmares.

Se não havia dúvida da branquitude da imprensa brasileira, a certeza agora tem números: apenas 20,1% dos jornalistas das redações do país declaram-se pretos e pardos (negros), número quase dois terços menor do que a efetiva representação da população negra do Brasil, que é de 56,2%, segundo dados da PNAD/IBGE 2019. Já os que se autodeclaram brancos ocupam 77,6% das vagas em redações, que contam ainda com 2,10% de amarelos e 0,20% de indígenas.

O levantamento também frutrou a expectativa de que as redações brasileiras tivessem uma presença paritária ou até mesmo majoritária de mulheres. Segundo o levantamento, as mulheres representam apenas 36,6% das profissionais no jornalismo, bem abaixo dos 63% de homens − 0,40% não se reconhecem em nenhum dos dois gêneros.

O estudo que acaba de divulgado, após meses de preparação, compõe um retrato fiel das redações, em que o racismo, muitas vezes dissimulado, está presente, tanto quanto o machismo, ambos constituindo-se em fatores decisivos para impedir maior presença e ascensão profissional de negros e mulheres na atividade, a despeito de iniciativas pontuais que, embora sejam um alento, ainda se mostram insuficientes para a correção de rumos.

Sob a liderança de Jornalistas&Cia e do Portal dos Jornalistas, com concepção e coordenação técnica do Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas e apoio logístico do I’MAX no contato com os jornalistas, o estudo dividiu-se em três fases e ouviu, via telefone ou questionário de autorresposta, 1.952 profissionais de todo o país, entre os dias 16 de setembro e 31 de outubro de 2021.

A análise dos resultados gerais dessas três fases permite uma afirmação inicial bastante contundente: as redações jornalísticas brasileiras são mais brancas e masculinas do que a população brasileira. Além disso, constatou, lamentávelmente, que o racismo está presente na vida de praticamente todos os profissionais negros durante a sua trajetória profissional.

O Perfil Racial da Imprensa Brasileira contou com o apoio de ABI, Abracom, Ajor, Aner, ANJ, APJor, Bori Agência, Conajira/Fenaj, Ecos do Meio, Jeduca, Projor, Rede JP – Jornalistas Pretos, Universidade Metodista e Universidade Zumbi dos Palmares; patrocínio de ADM, Grupo Boticário e Uber; e inúmeras personalidades e agências de comunicação contribuíram voluntariamente com o projeto.

A íntegra da pesquisa pode ser lida aqui.

* Fonte: Jornalistas&Cia, com edição do SJPDF.

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