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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional de Jornalistas manifestam seu mais profundo repúdio aos atos golpistas e terroristas ocorridos neste domingo na Esplanada dos Ministérios e à violência contra profissionais da imprensa, impedidos de realizar seu trabalho com segurança. Ao mesmo tempo, o Sindicato e a Fenaj se solidarizam com os e as colegas feridos/das durante o exercício da profissão. Já temos informação de ao menos doze colegas atacados, de diferentes veículos (veja o fim da nota).

Todos os acontecimentos em curso são resultado da inoperância do Governo do Distrito Federal, de setores da segurança pública e Forças Armadas, que permitiram a escalada da violência e se mostraram coniventes com os grupos bolsonaristas, golpistas, que não respeitam o resultado das eleições, a Constituição e a democracia.

Lembramos que, por diversas vezes, o Sindicato cobrou das empresas e da SSP/DF medidas cabíveis para garantir a segurança das trabalhadoras e dos trabalhadores da imprensa. No entanto, as agressões de hoje demonstram que, mais uma vez, isso não ocorreu.

Solicitamos que entrem em contato com a entidade e procurem a polícia civil para registro de Boletim de Ocorrência.

O Sindicato e a Fenaj estão à disposição da categoria para as medidas jurídicas cabíveis e lembram às empresas de que a continuidade da cobertura exige condições mínimas de segurança e que é de responsabilidade das mesmas garanti-la.

Recebemos, no Sindicato dos Jornalistas do DF, relatos de pelo menos 12 profissionais da imprensa agredidos nos atos terroristas deste domingo:

1. Um repórter do jornal O Tempo foi agredido por criminosos que chegaram a apontar duas armas de fogo para ele, dentro do Congresso Nacional.

2. Uma repórter da Rádio Jovem Pan foi xingada e seguida enquanto deixava a região da Esplanada dos Ministérios. Um homem tentou abrir a porta do carro da jornalista e apontou uma arma para ela.

3. Um repórter da TV Band teve o celular destruído enquanto filmava o ato. Ele me disse que não foi agredido.

4. Uma repórter fotográfica do Metrópoles foi derrubada e espancada por 10 homens. Ela teve o equipamento danificado.

5. Um repórter da Agência France Presse teve o equipamento (incluindo o celular) roubado e foi sido agredido.

6. Um repórter fotográfico da Folha teve o equipamento roubado.

7. Um repórter fotográfico da Agência Reuters teve o material de trabalho e o celular roubados.

8. Um repórter da Agência Brasil teve o crachá puxado pelas costas, enquanto registrava a destruição. Ele ficou com escoriações no pescoço.

9. Uma jornalista e veterana analista política que costuma colaborar para o portal Brasil 247 foi ameaçada pelos terroristas e teve de apagar os registros feitos no celular.

10. A reportagem do jornal O Globo testemunhou uma repórter da revista New Yorker ser agredida com chutes e derrubada no chão. O repórter de O Globo recorreu aos seguranças do Ministério da Defesa, que ajudaram a jornalista.

11. Uma repórter trabalhando para o Washington Post publicou mais um relato de violência. Ela foi agredida fisicamente, além de bolsonaristas terem quebrado seus óculos e tentado levar seu celular.

 12. Um repórter fotográfico do Poder360 foi agredido e tentaram levar seu equipamento.

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