Notícias
Publicado em Quinta, 07 Fevereiro 2013 19:31
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

 

A situação dos trabalhadores da Plano Brasília Editora se agrava a cada dia que passa. A empresa não paga os funcionários e, em razão desse e de outros desrespeitos, responde a mais 25 processos trabalhistas. A cada dia são novos casos surgem. Revoltados, os trabalhadores prejudicados se mobilizam para combater os abusos e entrar com novas ações na Justiça do Trabalho contra a editora.

A história dos problemas enfrentados pelos funcionários que passam pela Plano Brasília é bem parecida. A empresa contrata um grupo de trabalhadores e paga o primeiro salário, depois a metade do segundo salário e começa alegar que está com problemas financeiros de repasse. Alguns jornalistas chegaram a trabalhar três ou quatro meses sem receber. Após tudo isso, a Plano Brasília contrata uma nova equipe e alega que os jornalistas que trabalharam para a empresa anteriormente não têm caráter ou não são profissionais, de forma a denegrir a imagem dos antigos empregados.

O resultado é que vários jornalistas estão em situação bem semelhante de desrespeito trabalhista e ficaram sem receber salários e rescisões contratuais. Em alguns julgamentos ocorridos na justiça o dono da empresa, Edson Crisóstomo, justificou que os salários não são pagos porque o repasse de verbas do governo não foi realizado.
Casos

Uma ex-funcionária da empresa, que prefere não ser identificada, disse que, além de não receber os salários, passou por problemas sérios de assédio moral. Ela afirma que entrou com uma ação na Justiça porque ficou dois meses sem pagamento, tíquete-alimentação e dinheiro para passagens. “Fiz um acordo em juízo para receber os atrasos em cinco parcelas e eles só pagaram duas. Depois entraram em contato comigo para eu retirar o processo e fazer um acordo verbal com a empresa”, conta.

Outro funcionário relatou que a empresa apresentou documentos com assinaturas falsas em juízo para alegar que tinha efetuado o pagamento de porcentagem. Isso tudo para justificar que ele tinha recebido. “A sorte foi que a justiça não aceitou e o processo ainda está correndo”, diz.

Mais um funcionário que foi entrevistado pela assessoria de comunicação do Sindicato chegou a cogitar que o empresário tem conchavo com alguém que trabalha na justiça. “Não sei o nome, mas várias vezes, enquanto trabalhava na empresa, fui convidado a me retirar porque alguém que não podia ser visto pelos funcionários teria reunião na Plano Brasília”, afirma, indignado.

Processos
Desde 2011, o Sindicato dos Jornalistas do DF encabeçou pelo menos dez ações contra a empresa, todas elas com reclamações sobre atrasos e não pagamento dos salários, além de não fornecimento de plano de saúde e suspeita de não recolhimento de INSS e FGTS, entre outros problemas.

Em setembro de 2011, o SJPDF entrou com a primeira liminar, na qual solicitava o bloqueio de 100 mil reais para pagar os salários atrasados dos funcionários. A juíza que julgou a ação entendeu que a entidade não tinha o direito de fazer tal solicitação. O Sindicato recorreu na 2ª instância e ganhou. A Plano Brasília, por sua vez, recorreu novamente. Agora, a questão será retomada pela justiça e há grandes chances de ocorrer o bloqueio.


Receber notícias

Acesse o Site