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O Sindicato dos Jornalistas do DF oficiou o Grupo Comunidade se colocando à disposição para pleitear que 100 mil reais bloqueados a partir de uma ação na Justiça do Trabalho sejam destinados ao pagamento de salários atrasados dos jornalistas.

Mesmo diante das muitas irregularidades e desrespeitos por parte do Comunidade, a diretoria do SJPDF afirmou no ofício que está disposta a ir junto com a direção da empresa sensibilizar o juiz responsável para que o recurso seja liberado.

No documento, o Sindicato também repudiou qualquer informação que atribua ao SJPDF a prerrogativa da decisão, visto que a resultado da ação e o destino dos valores são de inteira responsabilidade da Justiça. A entidade ressaltou que recebeu relatos de que os gestores do Grupo disseram aos trabalhadores que o Sindicato estaria prendendo o dinheiro para pagar o salário.

"Há bastante tempo o Jornal da Comunidade vem desrespeitando os direitos dos seus trabalhadores. Os atrasos são recorrentes. E o pagamento dos salários é uma obrigação. Infelizmente a direção do Grupo se apega aos valores bloqueados, em um montante que não será suficiente para regularizar a situação dos jornalistas, uma vez que o atraso é de alguns meses. Mas, mesmo assim, o Sindicato dos Jornalistas está comprometido com o repasse dos recursos, o que depende na verdade da Justiça, e não do SJPDF", diz Leonor Costa, coordenadora-geral do Sindicato. 

Cobranças

A entidade também cobrou a regularização imediata da situação de todos os jornalistas, e não apenas o pagamento de uma folha. No ofício enviado, o SJPDF também quer que o Comunidade apresente o cronograma de pagamentos para a regularização. Segundo o Sindicato, esses dois pleitos são muito importantes, pois “a liberação dos valores bloqueados não será suficiente para regularizar a situação de todos os jornalistas da redação”.

Ações do Sindicato 

A atuação do Sindicato dos Jornalistas tem sido proativa. Entre as ações realizadas pela diretoria estão: a apresentação de denúncias junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-DF) e ao Ministério Público do Trabalho do DF (com participação de mesas de negociação neste órgão); a realização de atos em frente ao veículo; o ajuizamento de ações na Justiça do Trabalho; e a incidência junto aos órgãos distritais (Governo do Distrito Federal e Câmara Legislativa do DF) reivindicando que as irregularidades sejam observadas para os repasses de verbas publicitárias e que os órgãos não sigam anunciando no Jornal da Comunidade.

Caso Comunidade

Nos últimos três anos, os trabalhadores do Grupo Comunidade têm enfrentado diversas irregularidades, sendo a principal delas, os atrasos salariais. A ausência de recolhimentos do FGTS e do INSS, a falta de pagamento das férias e do plano de saúde, o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial o que diz respeito ao pagamento do salário em dia, entre outros motivos, levaram o setor jurídico do SJPDF entrar com diversas ações contra a empresa.

Em 2012, a diretoria do SJPDF conseguiu bloquear 600 mil reais na Justiça do Trabalho para o pagamento de salários dos funcionários. O sindicato também provocou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF) que estipulava o cumprimento por parte do Comunidade cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial a que diz respeito ao pagamento do salário em dia.

Em 2013 a empresa voltou a atrasar salários e pagar férias atrasadas. A situação de irregularidades dentro do Grupo Comunidade perdurou durante o ano passado. Neste ano, as irregularidades continuam. O SJPDF participou de diversas audiências no MPT-DF e impetrou outras ações contra a empresa.