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A assembleia realizada nesta segunda-feira, 6/7, encaminhou a quarta consulta às redações até quinta-feira, 9/7. Os jornalistas irão votar se aceitam a "proposta-limite" apresentada pelos patrões na última mesa de negociação ou se aprovarão contraproposta elaborada nas duas etapas da assembleia. Outro ponto colocado no debate que será analisado é a entrada na Justiça com um pedido de dissídio.

Sob a justificativa de problemas financeiros no setor, os patrões apesentaram no dia 26/6 uma contraproposta que prevê um reajuste salarial de 7%, abaixo do índice da inflação (8,42%). O mesmo índice foi oferecido na Participação nos Resultados (também conhecida como abono), piso e auxílio-creche. No caso do auxílio-alimentação, o aumento seria para R$ 240 no mês da assinatura da Convenção e R$ 260 em janeiro de 2016 (veja no detalhe abaixo). Os representantes do SJPDF criticaram a proposta por não garantir nem a reposição inflacionária e por não atenderem aos anseios dos jornalistas. 

Como resposta, os jornalistas que participaram da assembleia optaram pela reafirmação dos últimos pleitos colocados na mesa de negociação, o que também será levado a voto na consulta. Eles preveem reajuste salarial de INPC (8,42%) +ganho real de 1,75%, piso salarial de R$ 2.500, participação nos lucros e resultados com teto de R$ 2.900 e piso de R$ 2.400 e auxílio-alimentação com o mínimo R$ 440 (veja abaixo).

A consulta será realizada nas principais redações do Distrito Federal. Assim como na última edição, haverá uma urna na sede do Sindicato dos Jornalistas para aqueles profissionais que quiserem participar da votação mas não estão nos roteiros das visitas. 

Mobilização

Diretores do SJPDF apresentaram na assembleia propostas de mobilização. Em 16 de julho haverá novo dia de mobilização para que os trabalhadores vistam preto e divulguem a Campanha Salarial. Será elaborado documento público para divulgação junto à sociedade para dar visibilidade à luta dos jornalistas do DF e ao impasse nas negociações. Os diretores ressaltaram que a mobilização é fundamental para pressionar as empresas a voltarem para a mesa de negociação e até mesmo em um cenário de ação na Justiça do Trabalho, já que a tendência dos tribunais é buscar o acordo entre as partes. "A categoria não pode aceitar esse movimento de tentativa de paralisação das negociações. É uma estratégia clara de forçar os trabalhadores a aceitar algo aquém do que merecemos. Sem mobilização e pressão, as empresas ficarão confortáveis para protelar a negociação", diz Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

Ações

Na assembleia, foram apresentadas duas iniciativas na Justiça do Trabalho. A primeira seria ação civil pública reivindicando que, enquanto a negociação não for concluída, seja assegurada reposição inflacionária nas cláusulas econômicas. Esta ação se justifica pela ameaça dos empresários de paralisar o processo por 120 dias. A segunda seria uma ação solicitando dissídio coletivo, que será submetida à votação. O dissídio coletivo é um tipo de ação ajuizada pelas entidades sindicais que visa solucionar questões que não tiveram avanços nas negociações diretas entre os trabalhadores e empregadores. Para que seja julgado, precisa da anuência das duas partes. No entanto, o sindicato patronal já informou que não concordará com o pedido. Mesmo assim, o pleito apresentado na assembleia foi de protocolar o pedido mesmo sem anuência patronal com o argumento de que o impasse provocado pelas empresas justificaria a resolução no âmbito da Justiça do Trabalho. Será solicitada também ao Tribunal Regional do Trabalho mediação da negociação. 

Segundo Wanderlei Pozzembom, coordenadora-geral do SJPDF, a categoria deve se unir ainda mais neste momento. "As empresas querem nos cansar, provocar um impasse. Daqui a pouco podem começar a tática de desinformação. Neste momento temos que estar unidos para pressioná-los e chegar a um acordo que garanta as perdas que temos tido. Em um cenário de cris econômica, essa união é ainda mais importante”, afirma.

VEJA A ÍNTEGRA DO ÚLTIMO DOCUMENTO DAS EMPRESAS

 

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste Salarial INPC + 1,75% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até janeiro de 2016)
Piso R$ 2.500 R$ 2.247 retroativo à data-base
PLR

Teto R$ 2.900

Piso - R$ 2.400

Teto R$ 2.675 (7%)

Piso $ 1.712,00 (7%)

Auxílio-alimentação R$ 440 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 240 no mês da assinatura da CCT e R$ 260 em janeiro de 2016.
Auxílio-creche Mínimo de R$ 550 e reposição segundo INPC Reajuste de 7%, (a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida Mesmo valor do reajuste salarial Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas-extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo