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Publicado em Sexta, 04 Março 2016 16:21
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Na segunda-feira, 29 de fevereiro, o jornal Hoje em Dia demitiu cerca de 40 jornalistas, o que representa quase a metade de sua redação. As informações são do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) que, em denúncia, afirmou que os colaboradores foram dispensados sem comunicação prévia e, por isso, sem intermediação da entidade.

De acordo com o SJPMG, os trabalhadores que estavam de folga durante o passaralho foram procurados em casa pela empresa. Alguns, em férias, estariam sendo pressionados a ir à empresa assinar o aviso, o que é ilegal. O jornal tenta, ainda, obrigar alguns profissionais a assinarem demissão com data retroativa, acusa a entidade.

Por solicitação do sindicato, o Ministério do Trabalho marcou reunião de mediação para tratar da dispensa para sexta-feira, 4. A intervenção tratará do atraso no adiantamento dos salários, que deveria ter sido pago no dia 20 de janeiro e do não pagamento das férias no prazo determinado por lei, que é de 48 horas antes do início do período.

As demissões têm ligação direta com os novos proprietários que adquiriram o jornal em transação feita pelo Grupo Bel e não declarada oficialmente. Na última semana, o sindicato se reuniu com o executivo Luciano Resende, que se identificou como novo presidente da empresa, para tratar de demandas trabalhistas.

Resende se comprometeu a resolver todos os problemas e garantiu o pagamento do salário até o quinto dia útil de março. Em seguida à reunião, os jornalistas da empresa marcaram assembleia para segunda-feira, 7, com objetivo de avaliar a possibilidade de paralisação caso o compromisso não seja cumprido.

Na terça-feira, 1º de março, o ponto do jornal Hoje em Dia amanheceu desligado. Os trabalhadores que foram demitidos na data não puderam registrar sua entrada na empresa que, segundo o sindicato, pressionou para que eles assinassem aviso de demissão com data de 29 de fevereiro.

“A intenção do jornal é tentar burlar o pagamento de indenização para os demitidos no mês que antecede o dissídio coletivo. O Sindicato está atento e colhendo provas de todas as ilegalidades praticadas pela empresa durante a demissão de cerca de 40 trabalhadores ontem e hoje”, explicou a entidade.