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Publicado em Segunda, 25 Setembro 2017 17:05
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A Rádio Nacional da Amazônia, que faz parte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), iniciou suas transmissões no dia 1º de setembro de 1977. Entre os objetivos da criação dessa emissora pelo então regime militar que vigorava no Brasil, estava o de promover a integração dos povos da Amazônia, a partir de uma produção centralizada de informações. Na época, a população que vivia nessa região - especialmente nas áreas rurais isoladas e de floresta, fora dos grandes centros -, sintonizava, por meio do rádio, emissoras de outros países, inclusive rádios socialistas de Cuba e da então União Soviética, o que preocupava de forma particular a ditadura militar brasileira, alinhada aos interesses dos Estados Unidos.

Abrangendo uma área de aproximadamente cinco milhões de quilômetros quadrados, incluindo noves estados da região, o sinal da Rádio Nacional da Amazônia passou a cumprir um papel importante na garantia de cidadania a uma população que historicamente sofre com a falta de infra-estrutura a acesso a serviços básicos, como água tratada, energia, comunicação, educação e tecnologia.      

As comunidades isoladas em áreas rurais, ribeirinhas, indígenas e fronteiriças, situadas em locais onde há dificuldades de acessos à internet e a outros canais de comunicação, são as que mais se beneficiam dos serviços de utilidade pública veiculados pela emissora, que leva a tais comunidades, além de informação, dicas de como buscar soluções a problemas básicos de saúde, educação, violência doméstica e como tirar documentos. É também por meio da rádio que os ouvintes se comunicam com familiares, passam e respondem recados e reencontram familiares e amigos desaparecidos. Não é a toa que a que emissora ganhou o apelido cidadão de “orelhão da Amazônia”.

 

Fora do ar

A Rádio Nacional da Amazônia está praticamente fora do ar desde que um raio caiu sobre o Parque de Transmissão da EBC, no Distrito Federal, em 20 de março deste ano. As fortes descargas elétricas causaram a interrupção de energia que alimenta os transmissores da empresa, cortando o serviço de Ondas Curtas (25 metros com 11.780 kHz e em 49 metros com 6.180kHz) e Ondas Médias. Com isso, a emissora ficou com apenas cerca de 5% de sua potência original, deixando de atingir os estados amazônicos, e a Rádio Nacional AM de Brasília não tem mais potência para atingir outros estados além do DF durante a noite.

O descaso com a infraestrutura das rádios públicas tem sido uma marca dos últimos governos, mas atinge um nível sem precedentes justo no período em que a emissora completa quatro décadas de serviços prestados, deixando de cumprir umas de suas missões fundamentais, que é garantir o direito à comunicação de um conjunto expressivo da população brasileira.

A expectativa é que a sessão solene, além de ressaltar a importância histórica da Rádio Nacional da Amazônia, também impulsione medidas para restaurar a potência da emissora e permita que suas transmissões possam voltar a alcançar toda a região da Amazônia Legal, devolvendo a cidadania para os povos da floresta que dependem de um serviço de comunicação de qualidade.

Serviço:

Sessão solene em homenagem aos 40 anos da Rádio Nacional da Amazônia
Data: 27/09/2017
Hora: 9h
Local: Plenário Ulysses Guimarães - Câmara dos Deputados - Congresso Nacional
- Aberto ao público -

Crédito da foto: Marcello Casal Jr. | Agência Brasil.

Escrito por: Redação do FNDC, com informações da Frentecom e do Blog do Intervozes | Carta Capital (link original)