Na última quinta-feira, 6/12, a Comissão e Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados debateu as denúncias de perseguição, assédio moral e desrespeito à liberdade sindical na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Participaram da audiência a deputada Erika Kokay (PT-DF); o novo presidente da Embrapa, Sebastião Rocha; Lúcia Gatto, diretora Executiva de Gestão Institucional da Embrapa; Nilson Alves, Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agrágrio (SINPAF); a procuradora Ludmila Reis, do Ministério Público do Trabalho (MPT-DF); analista da Embrapa, Indramara Lobo; e Gésio Passos, coordenador o Sindicato dos Jornalistas do DF.
O SJPDF apresentou denúncia do assédio coletivo sofrido pelos jornalistas da Embrapa, com ameaça de demissão em massa e terceirização da atividade de comunicação. Os jornalistas passaram a ser perseguidos pela direção da Embrapa após vitórias judiciais reconhecendo a jornada de 5 horas desses trabalhadores. Além disso, toda a Secretária de Comunicação e o setor Embrapa Comunicação Tecnológica foram desmembrados na gestão do ex-presidente Maurício Antônio Lopes.
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O Sindicato também apresentou as ações antissindicais tomadas pela Embrapa contra o diretor do SJPDF e jornalista da empresa Roberto Penteado. O dirigente sofreu advertência e ameaça de demissão por ter atuado em defesa dos direitos dos jornalistas da empresa pública ao organizar uma reunião com os jornalistas.
Após a audiência foi fundada a Comissão Nacional das Vítimas de Assédio Moral da Embrapa que irá buscar combater o assédio dentro da empresa pública. A presidência da Comissão será do pesquisador Vicente Eduardo Soares de Almeida, que foi perseguido e demitido da Embrapa. O diretor do SJPDF Roberto Penteado será o coordenador de comunicação da Comissão.