O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) manifesta profundo pesar pela partida de Sérgio Amaral, uma das referências do fotojornalismo no Brasil e em Brasília. Ele vinha enfrentando um câncer de pulmão e faleceu na manhã de quarta-feira (8 de junho), deixando mulher, filhos, amigos e muito admiradores.
Em mais de 40 anos de carreira, Sérgio colecionou passagens pelos diversos veículos da mídia impressa, entre eles o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e o Correio Braziliense. Seu olhar "humanista e geográfico", como ele próprio definia, se traduziu em fotos que retratam a vida com rara profundidade e beleza. Imagens da Amazônia e de outras paisagens, cenas das lutas políticas e sociais ou registros de personagens anônimos do cotidiano: pelas suas lentes, Sérgio procurou sempre "o belo".
No fim de 2021, para ajudar no custeio do tratamento, criou um site para vender suas fotos preferidas, selecionadas de uma obra rica e reconhecida. São cerca de 40 imagens, "recortes de viagens maravilhosas em que aprendi muito, fiz amigos e trouxe belos registros", disse em fevereiro, ao lançar a segunda etapa do projeto.
Ao longo da carreira, iniciada em 1977, Sérgio Amaral ganhou o Prêmio Esso de Fotogradia (1992), o grande prêmio do Salão Finep de Fotojornalismo (1996), a medalha de excelência gráfica da Society for News Design (SND) e o prêmio ONU Habitat de 2014.
A partida de Sérgio Amaral se soma à perda, neste ano, de ícones do fotojornalismo brasileiro e brasiliense, como Dida Sampaio e Orlando Brito. O SJPDF transmite os mais profundos sentimentos à família e aos amigos de Sérgio.