PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

JPDF cria grupo de trabalho com a função de mensurar e avaliar casos de assédios e propor ações preventivas e pontuais para enfrentar a questão. 

Na última quinta-feira, 21/9, representantes do Sindicato dos Jornalistas do DF se reuniram com Ana Dubeux, diretora de redação do Correio Braziliense, para discutir a repercussão negativa gerada pela publicação do texto “A estagiária”, divulgado no dia 11/9 pelo veículo, na seção Crônica da Cidade (Confira a nota de repúdio lançada pelo SJPDF aqui), e também para debater ações que poderão sanar os problemas de assédios moral e sexual dentro da redação do jornal. A reunião foi fruto de uma solicitação do Sindicato (veja mais aqui).

Durante a reunião, além de cobrar ações efetivas contra a prática assédio dentro da redação do Correio, os diretores do Sindicato também destacaram a importância de investigar as denúncias recorrentes de casos de assédio na redação do Correio Braziliense. 

Os representantes sindicais ressaltaram que a resposta do jornal foi aquém do impacto e gravidade da publicação, no entanto, entendem que a nota assinada por Ana Dubeux foi positiva pelo fato da empresa se dispor a realizar ações de combate ao assédio dentro do Correio Braziliense.

Ana Dubeux afirmou que a empresa já está investindo em iniciativas para resolver o problema. Segundo ela, o veículo está em um período de preparação, que tem o objetivo de traçar estratégias a partir das informações e conhecimento compreendido. Para isso, Ana informou que foram realizadas algumas ações como: uma reunião com as jornalistas mulheres da redação, um encontro com professores da UnB e a solicitação de especialistas ao Tribunal Superior do Trabalho para ministrar palestras de formação aos jornalistas do Correio. Ela disse ainda que está em contato com um especialista em mobilização e saúde para definir estratégias de engajamento.

Grupo de Trabalho

 

Os diretores do Sindicato fizeram a proposta da criação de um grupo de trabalho composto pelo SJPDF, pelo Coletivo de Mulheres Jornalistas do SJPDF e pelas jornalistas do Correio Braziliense. A função deste coletivo será mensurar e avaliar os casos de assédios moral e sexual na redação, bem como propor ações preventivas e pontuais para enfrentar a questão.

“Essa é uma iniciativa pioneira no Distrito Federal. Nós temos o intuito de estabelecer uma programação contínua nas redações, começando pelo Correio Braziliense. Nosso papel com o grupo de trabalho é mostrar que apesar do assédio sexual e moral estarem impregnados na sociedade e nas redações, não podemos naturalizá-los. Episódios como o que aconteceu não são normais e é inaceitável que formadores de opinião continuem com práticas machistas num ambiente que deve primar pela igualdade e respeito”, afirma Debora Castro, diretora do SJPDF.

Uma primeira reunião do grupo irá ocorrer na próxima quinta-feira, 28/9, às 14h, na sede do Sindicato. As jornalistas interessadas serão dispensadas para fazer parte das discussões. O Sindicato irá fazer uma visita à redação na quarta-feira, 27, com o objetivo de divulgar a ação e a importância da participação das jornalistas.                         

Ações do Sindicato

Para além das cobranças pontuais e da reação de repúdio contra qualquer prática de assédio, tanto o moral quanto o sexual, o Sindicato também desenvolve outras iniciativas importantes. Confira abaixo:  

 

Comite das mulheres1. Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF

No ano passado, o SJPDF lançou o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF. O grupo visa discutir questões de gênero e relações de trabalho, debater e lutar por melhor posicionamento da mulher na sociedade e, em específico, no mercado de jornalismo, já que as mulheres são maioria nas redações e assessorias, inserir um olhar de gênero nos programas, ações e atividades sindicais e estimular a participação das jornalistas na entidade sindical.  O Coletivo é um espaço à participação de mulheres jornalistas.

 

banner para site2. Pesquisa “Desigualdade de Gênero no Jornalismo”

A entidade também investiu na pesquisa “Desigualdade de Gênero no Jornalismo”. Atualmente, essa é a única pesquisa do setor voltada para o público feminino, que traz dados estatísticos sobre o assédio. O levantamento revelou um dado preocupante sobre assédio moral contra mulheres nas redações/assessorias de imprensa do país. Das 535 que participaram do levantamento pela Internet, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Essa prática também é uma das reclamações mais frequentes no canal da Ouvidoria do SJPDF (confira mais sobre a pesquisa aqui).

 

CAPA facebook 13. Cartilha sobre assédio moral

Preocupado com o número de reclamações sobre o assédio moral dentro dos locais de trabalho, o SJPDF também lançou no dia dos jornalistas, 7 de abril de 2016, uma cartilha sobre o assunto para que os profissionais saibam o que caracteriza o assédio moral, conheçam os prejuízos que ele causa, compreendam como comprovar essa prática na Justiça e se familiarizem com os canais de denúncia.

>>>> CONFIRA A CARTILHA AQUI <<<<<