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Edison Lanza diz que vai buscar diálogo e que legislação antiprotestos no Brasil está no foco

WASHINGTON — Poucas horas depois de ser eleito o novo relator especial para Liberdade de Expressão da OEA, o jornalista e advogado uruguaio Edison Lanza interrompeu sua apresentação aos funcionários do escritório para falar ao GLOBO. Esquivou-se de responder especificamente sobre os ataques dos países bolivarianos, mas deu pistas de que sua defesa da relatoria será intransigente. SegundoLanza, seu estilo privilegia o diálogo. Mas, ressalta, seu processo de seleção “reafirmou a posição de fortalecimento da relatoria; é um sinal de que a instituição permanece” trabalhando sob os mesmos ideais. Isso inclui continuar arrecadando fundos fora da CIDH, alvo da ira dos bolivarianos.

Quais são suas preocupações em relação à liberdade de expressão nas Américas?

Há problemas estruturais que seguirão na agenda. Ainda há grande violência contra jornalistas no Hemisfério. Há a criminalização da expressão, com o uso do direito penal (calúnia, injúria, difamação) para criminalizar a divulgação de informação que deveria ser pública, especialmente por servidores públicos. Vinculado a isto está um tema posto no Brasil na atualidade, que são as leis que podem criminalizar a participação em protestos. E temos os trabalhos a respeito da atuação das polícias. Melhorar o acesso a informações públicas também está em pauta.

Que novos temas precisam entrar em debate?

Está no horizonte o desafio de universalizar a liberdade de expressão, integrando-a a outros direitos humanos, vinculada à proteção de crianças e adolescentes, às questões de gênero. Há oportunidades para trabalhar dentro da comissão, com outras relatorias, com os Estados e a sociedade civil. Tem ainda uma agenda sobre a mesa que é de diversidade, pluralidade e a concentração dos meios (de comunicação). Temos aí um ponto de partida interessante, temos que ver como se desdobram as diferentes iniciativas na região. Queremos discutir, promover diálogo e oferecer assistência técnica. Direito à privacidade é outro tema que deverá crescer, pois está mais presente na sociedade agora.

Para o tamanho do trabalho, o caixa da Relatoria é pequeno. Como pretende levantar recursos?

Uma boa parte do funcionamento da relatoria é custeado com fundos de cooperação, de Estados ou doadores que entendem que a liberdade de expressão é um direito estrutural da vida democrática e que vale a pena cooperar com a relatoria. Vamos trabalhar neste sentido, ter uma diversidade de fontes que possa sustentar o trabalho. Vamos continuar em busca de fundos.

Os tempos foram turbulentos para a Relatoria nos últimos anos. Que espera em seu mandato, calmaria ou novas tempestades?

A eleição do novo relator favorece a relatoria e a CIDH. É um sinal muito importante para os atores do Sistema Interamericano. Foi um trâmite transparente, público, com grande participação de postulantes qualificados e um processo exigente. Creio que reafirmou a posição do Sistema Interamericano de fortalecimento da relatoria, de mantê-la prioritária na proteção dos direitos humanos da região. Temos aí um ponto de partida. É um sinal de que a instituição permanece. Particularmente, o meu estilo e o do país de onde venho é a inclinação geral ao diálogo, trabalhar com todos os atores, buscar soluções por via do diálogo. Vamos, todavia, ver o que acontece adiante, o que a realidade nos põe. Mas minha predisposição é trabalhar de forma aberta e transparente, em conjunto com todos.


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Na última quarta-feira (23/7), o ministério russo das Relações Exteriores informou o desaparecimento de quatro jornalistas no leste da Ucrânia, incluindo o correspondente britânico do Russia Today, Graham Phillips.

De acordo com o Terra, o órgão mencionou também o cinegrafista da agências de notícias Anna News como uma das vítimas. "Eles estão sendo mantidos em cativeiro pelas forças ucranianas", acrescentou. O governo pede a libertação imediata dos repórteres.

Na última terça-feira (21/7), Phillips disse em sua conta no Twitter que estava próximo ao aeroporto de Donetsk. "Nós pedimos a ele que não fosse ao aeroporto porque era muito perigoso", afirmou o canal, que recebeu na madrugada de quarta (23/7) a mensagem "Está tudo bem", antes de perder contato com o jornalista.

Em maio, o britânico chegou a ser interpelado pelos serviços especiais ucranianos por 36 horas quando fotografava um posto de controle próximo a Mariopol, no sudeste da Ucrânia. "Estamos preocupados. Estamos procurando ele em todos os lugares", disse uma autoridade do serviço de imprensa da República Popular de Donetsk.


O embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia, Geoffrey Pyatt, também informou o desaparecimento de Anton Skiba, fotógrafo da TV americana CNN. Pyatt pediu em seu perfil no Twitter que "os separatistas parem os sequestros".

Publicado pelo Portal Imprensa

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Foi lançada a terceira edição da Revista do Conselho Curador, que traz como tema a cobertura esportiva da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A matéria de capa discute o papel do esporte na comunicação pública e na mídia em geral. Personalidades como o jornalista Juca Kfouri, o sociólogo Ronaldo Helal e o conselheiro Murilo Ramos dão o tom da discussão.

Além disso, a publicação abre espaço para artigos de conselheiros, funcionários da casa e acadêmicos trazendo, ainda, um balanço das atividades do Conselho no último semestre. O leitor poderá ver nessa edição textos de Gustavo Gindre, que fala da importância de fixar a grade de programação da TV Brasil; da presidenta do Conselho, Ana Fleck, defendendo a moralização da gestão esportiva no país; e de trabalhadores da EBC-SP, que criticam o monopólio dos direitos de transmissão feito com dinheiro público.

A Revista do Conselho Curador é uma publicação eletrônica, de periodicidade semestral e organizada pela Secretaria Executiva do colegiado. Todo conteúdo publicado pode ser reproduzido, desde que citada a fonte.

Baixe aqui a publicação.

Fonte: EBC

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A revisão do Plano de Carreiras da EBC entrou em sua fase final. Contribuições até 30/7.

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