Entidade se preocupa com a prevenção da segurança durante as coberturas da Copa e manifestações.
Ranking produzido pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o "100 Heróis da Informação" traz em sua relação o nome de um jornalista brasileiro. Editor do Jornal Pessoal, Lúcio Flávio Pinto foi reconhecido como "fonte de inspiração para homens e mulheres que aspiram à liberdade".
Divulgada em homenagem ao Dia Mundial da Liberdade, lembrado na última semana, a lista traz nomes de jornalistas de 25 a 75 anos de 65 países. Lúcio Flávio, que acumula mais de 30 processos judiciais, é o único brasileiro a figurar na relação.
Há mais de 20 anos à frente da publicação independente de 12 páginas, que é distribuída nas ruas de Belém (PA), o profissional aborda em suas reportagens temas como tráfico de drogas, desmatamento e corrupção.
"Com seu trabalho corajoso de ativismo, esses heróis ajudam a promover a liberdade de procurar, receber e difundir informação e ideias por qualquer meio. Eles põem seus ideais a serviço do bem comum", explicou a ONG.
A lista aponta nomes com características e histórias em comum, como registros de ameaças, sequestros, prisões e assédio policial. O fundador do Wikileaks, Julian Assange, o ex-analista da NSA Edward Snowden, além de Glenn Greenwald e Laura Poitras também foram lembrados na lista.
O Conselho de Comunicação Social do Congresso promove hoje, às 14h, audiência pública interativa para debater a violência praticada contra jornalistas, radialistas e comunicadores em geral.
Para discutir o tema, foram convidados a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti; a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki; o diretor-geral da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert), Luis Roberto Antonik; e o coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert), José Antônio Jesus da Silva.
Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), as agressões contra os profissionais de imprensa não colaboram com a luta pela democratização da informação. Em nota recente, a entidade repudiou as agressões sofridas por jornalistas, sobretudo durante o exercício profissional, a exemplo do que ocorreu recentemente com equipe da TV Globo durante cobertura de protesto em Copacabana, no Rio de Janeiro. A Fenaj observa ainda que a crítica aos veículos de comunicação não deve servir de argumento para impedir o trabalho profissional.
A Voz do Brasil
Na mesma reunião, o conselho deverá definir a data de realização de audiência pública para instrução do Projeto de Lei do Senado (PLS) 19/2011, que confirma a obrigatoriedade de transmissão do programa A Voz do Brasil no atual horário de veiculação — de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h — e propõe que a atração se torne parte do patrimônio imaterial do país. A proposta, já aprovada na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), tramita na Comissão de Educação (CE) e tem como relatora Ana Rita (PT-ES).
Amanhã, 6/5, será realizada nova assembleia dos trabalhadores da EBC. Estarão na pauta a revisão do Plano de Carreiras, ocumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho e as horas-extras, entre outros.