O ano de 2013, que marcou o primeiro do governo de Enrique Peña Nieto, foi o mais violento para a imprensa mexicana em sete anos, apontou a organização Artigo 19, que defende os direitos dos profissionais dos meios de comunicação. O número de ataques é o pior desde que o ex-presidente Felipe Calderón iniciou sua cruzada contra o narcotráfico.
De acordo com o El País Brasil, praticamente todos os dias, a cada 26,5 horas, um jornalista é agredido no México. Ao longo do ano passado, foram registradas 330 agressões contra profissionais de imprensa e instalações de veículos. As estatísticas revelam que, em 59,3% dos casos, o responsável pela ação violenta foi um servidor público. Apesar das hostilidades, cinco jornalistas morreram em 2013, dois a menos que no ano anterior.
Intitulado “Discordar em Silêncio: violência contra a imprensa e criminalização do protesto, México 2013", o relatório apontou que as agressões aumentaram 59%, com 123 casos a mais em relação a 2012. Dos 330 casos, em 274 foi possível identificar o agressor. Em 146 deles, o responsável foi um servidor público; em 49 uma organização social; em 39 o crime organizado; 30 um particular, e em dez, um partido político.
Os estados de Veracruz, Chihuahua, Coahuila e Tamaulipas integram o grupo dos que mais sofrem com o problema. Além deles, locais como Cidade do México, Oaxaca, Michoacán, Guerrero, Tlaxcala, Baja California e Zacatecas apresentaram aumento nos ataques.
O texto indicou ainda que em nenhum dos casos documentados os profissionais puderam retomar totalmente suas atividades jornalísticas. “O medo de sofrer novas agressões sem proteção do Estado os levou a modificar sua atividade profissional. Em alguns casos, deixaram de cobrir acontecimentos policiais, se autocensuraram ou fecharam os veículos”.
A publicação do relatório foi procedida após a denúncia de invasão da residência do diretor da Artigo 19 para o México e América Central, Darío Ramírez. Os invasores levaram documentos, computadores e objetos de valor relacionados ao trabalho do profissional na ONG.
Diretoria da EBC entra em consenso somente em dois pontos de 16 reivindicações dos trabalhadores.
Os trabalhadores reivindicam adoção de equipamentos de proteção individual e treinamento para atuar em cobertura.
Temas como papel da mídia na promoção dos direitos humanos, experiências internacionais de combate e denúncia à violação de direitos pela mídia e as alternativas e possibilidades da sociedade brasileira serão discutidos por especialistas, pesquisadores, integrantes de entidades com atuação na área e representantes de órgãos públicos.
O Seminário acontecerá no Plenário 2 das Comissões, Anexo 2 da Câmara dos Deputados, com início às 9h do dia 4 de abril e encerramento às 12h do dia 5 de abril.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.
A programação segue abaixo
4 de abril
9h –Abertura
10h às 12:30h – Mesa 1: Mídia e Direitos Humanos: a situação brasileira
14h às 16:30h – Mesa 2: Mídia e Direitos Humanos: experiências internacionais, alternativas e possibilidades
17h – Mesa 3: Lançamento do Guia Mídia e Direitos Humanos
5 de abril
9:30h às 11h – Mesa 4: Experiências das oficinas de formação em Mídia e Educação em Direitos Humanos
11:30h às 12:30h - Discussão sobre possíveis encaminhamentos para a pauta
12:30h – Encerramento