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Publicado pela Fenaj

Promovido pela FENAJ, FEPALC e pela FIJ, o Seminário “O Mundo do Trabalho e o Mundo do Trabalho dos Jornalistas" reuniu em Brasília, de 13 a 15 de dezembro, cerca de 30 dirigentes sindicais da categoria de doze estados e do Distrito Federal. Além de buscar o aprimoramento das relações institucionais e da ação sindical nas campanhas salariais, o evento propiciou o intercâmbio de experiências quanto a lutas cotidianas da categoria e seus sindicatos por melhores salários e condições de trabalho.
Além de dirigentes da FENAJ, participaram do evento representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os debates iniciaram-se com uma abordagem mais geral sobre o mundo do trabalho e a realidade internacional dos jornalistas, com as participações de Laís Abramo, representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Celso Schröder, presidente da FENAJ, e Zuliana Lainez, Vice-presidente da Fepalc.
Zuliana traçou um panorama geral internacional da realidade profissional dos jornalistas. Criticou o desmantelamento do sistema público de rádio e TV que está ocorrendo em vários país da Europa. Já quanto à América Latina e Caribe, apontou como grandes problemas a concentração da propriedade dos meios de comunicação e a ampliação da violência e precarização das relações de trabalho dos jornalistas.
No painel "Convenções Salariais/Acordos Coletivos e a legislação trabalhista brasileira", o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Messias, questionou que padrão de relações do trabalho o Brasil quer construir para o futuro. Criticou a existência de projetos de lei nocivos aos trabalhadores tramitando no Congresso Nacional, apontou
que a legislação trabalhista brasileira não estimula a negociação coletiva e defendeu a "arbitragem compulsória pública" - um mediador para solucionar conflitos - como uma saída nos casos de impasses nas negociações entre trabalhadores e empregadores.
Já no painel "A flexibilização dos direitos e conquistas dos trabalhadores e a precarização", Sebastião Caixeta, procurador do Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal, destacou a necessidade de atenção dos trabalhadores, em especial dos jornalistas, aos projetos de lei que tentam regulamentar a terceirização de mão de obra em atividades fim. E citou a realidade dos jornalistas, na qual a terceirização implica na precarização das relações de trabalho, como a pejotização e a figura dos "sócios-cotistas".
Foram discutidas, também estratégias de negociações e ações para desenvolvimento de campanhas salariais, com a participação do supervisor técnico do DIEESE em Brasília, Max Leno de Almeida e trocadas experiências sobre as condições de trabalho dos jornalistas. O seminário foi encerrado com debate em 3 grupos de trabalho que abordaram as negociações coletivas nos eixos jurídico, econômico e de políticas de mobilização.
Política sindical
Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, o seminário foi bastante produtivo. "Tivemos a felicidade de abordar uma diversidade de questões envolvendo o mundo do trabalho com contribuições de palestrantes qualificados e com tempo suficiente para aprofundamento dos debates", avalia.
Como saldo do evento, Schröder destaca um acordo com a OIT para a promoção e elaboração conjunta de relatórios para denunciar a precarização das relações de trabalho dos jornalistas no Brasil e os encaminhamentos dos Grupos de Trabalho, que subsidiarão a elaboração de um plano de política sindical e formação da Federação. "A ideia é promover este plano de formação através de eventos a serem articulados pelas vice-presidências regionais da FENAJ", revela.

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Concurso valoriza produção jornalística desde 11 de dezembro de 2012. Conforme o Ligue 180, de janeiro a junho deste ano, 53% dos 37.582 relatos de violência foram feitos a partir da divulgação do serviço pela TV, rádio, jornal, revistas e internet

O trabalho da imprensa tem sido decisivo para a visibilidade dos crimes de violência contra as mulheres. De acordo com a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), em 53% dos 37.582 relatos de violência registrados, entre janeiro e junho deste ano, o público apontou ter tido conhecimento do serviço pela televisão, rádio, jornal, revista e internet.

“Ao ganharem visibilidade na imprensa, os crimes passam a ser vistos pela sociedade, mobilizam o poder público em busca de justiça às mulheres e contra a impunidade dos agressores, além de encorajarem outras vítimas para que denunciem e acessem os seus direitos. A imprensa tem sido colaborativa na divulgação da Lei Maria da Penha”, considera a secretária-adjunta de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Rosangela Rigo.

Com o objetivo de valorizar a produção jornalística sobre a violência de gênero e fomentar novos conteúdos, foi criado o Prêmio Nacional de Jornalismo sobre Violência de Gênero como parte da campanha ‘Jornalistas dão um Ponto final na Violência contra Mulheres e Meninas’. Serão contempladas reportagens produzidas desde 11 de dezembro de 2012. As inscrições seguem abertas até 31 de janeiro de 2014. A iniciativa é da Casa Mulher Catarina e conta com o apoio da SPM, da Rede Feminista de Saúde, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, do Coletivo Feminino Plural, da Rede de Homens pela Equidade de Gênero e da Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe (RSMLAC).

Serão distribuídos R$ 20 mil em prêmios, em quatro categorias: mídia impressa, televisão, rádio e outras mídias. As reportagens devem incluir as seguintes temáticas sobre a questão da violência contra as mulheres e meninas no Brasil: Lei Maria da Penha; violência de gênero; ações afirmativas de enfrentamento a violência contra mulheres e meninas; políticas públicas de promoção da equidade de gênero; direitos humanos e cidadania das mulheres e o movimento feminista. Podem concorrer jornalistas profissionais de todo o país.

Mobilização da imprensa – A campanha ‘Jornalistas dão um Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas’ se propõe a incluir, promover e disseminar na categoria de jornalistas profissionais e na sociedade o debate sobre relações de gênero, em especial a violência de gênero como um problema que impacta a vida e a cidadania das mulheres.

O regulamento do concurso está disponível no site  http://www.casadamulhercatarina.com.br, do qual deve ser baixada e preenchida a ficha de inscrição que deverá ser enviada para //O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Comunicação SocialSecretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

Fonte: Secretaria de Política para as Mulheres do Governo Federal

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Publicado pelo Portal Imprensa

O levantamento anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), publicado na última quarta-feira (18/12), aponta que a situação da liberdade de imprensa na América Latina neste ano foi “estável” no quadro geral, mas “grave” no Brasil, no México e em Honduras, locais em que foram registrados a maior parte dos 12 assassinatos do ano.

Segundo a EFE, Benoît Hervieu, representante da América Latina pela RSF, afirmou que embora os números sejam melhores que em 2012, quando ocorreram 15 assassinatos, não se deve criar esperanças. “A situação não melhorou. O ano passado foi excepcionalmente violento, mas as coisas se agravaram em alguns aspectos”, disse.
Ao longo do ano, foram assassinados cinco jornalistas no Brasil, três em Honduras, dois no México, um na Colômbia e outro no Paraguai. Hervieu ressaltou a dura situação vivida no Brasil, onde o elevado número de repórteres assassinados atende “à tensão ligada a acertos de contas políticas”, principalmente nos estados do Norte e do Nordeste, onde ocorrem conflitos de caráter social.
O balanço chama a atenção para a série de agressões contra profissionais ligados à cobertura dos protestos de junho, liderando a lista do continente quanto à repressão policial com mais de uma centena de agressões contra jornalistas. Honduras superou o México na lista de países com mais mortes da América Latina, em um ano eleitoral no qual elevaram as tensões políticas.
O responsável da RSF garantiu que a diminuição no número de assassinatos no México, que passou de seis para dois, não deve ocultar a grave situação do país e destacou que há níveis muito altos de autocensura. Ele acrescentou que o retorno do Partido Revolucionário Institucional (PRI) ao poder representa o retorno de antigos métodos de pressão da imprensa.
A Colômbia manteve a melhora registrada nos últimos anos, mas Hervieu alertou que são mantidas as ameaças sobre a imprensa, que se manifestam no exílio de jornalistas. A RSF aponta para as organizações narco-paramilitares, que representam a insegurança para os repórteres em algumas regiões do país.
Em relação a Cuba, a RSF afirmou que não há mais o monopólio da prisão de jornalistas no continente, mas disse que, embora a situação esteja longe de ser a da Primavera Negra, ainda segue muito controlada pelo regime. A organização se referiu à detenção de um jornalista do Granma e garantiu que dentro da sociedade civil e na imprensa oficial foi aberto um debate, o que é uma novidade no país.
Hervieu destacou que a guerrilha reduziu muito a pressão sobre os veículos de comunicação e lembrou que RSF tirou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de sua lista de depredadores da liberdade de imprensa em 2011. De acordo com o relatório, 71 jornalistas foram assassinados no mundo, contra os 88 de 2012. No entanto, os sequestros aumentaram em 129%, com a Síria como principal protagonista dos atos.

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O documento reúne as ações da nova diretoria, que estará à frente da entidade até 2016.

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