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Publicado em Sexta, 06 Junho 2014 16:39
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A quarta consulta às redações para avaliar a terceira proposta patronal da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2016 (que ocorreu nesta semana) terminou com o maior índice de rejeição do processo de negociação deste ano. Dos 248 jornalistas votantes, 234 (95%) foram contra a oferta das empresas e 14 (5%) se manifestaram a favor. O levantamento foi realizado nas principais redações do Distrito Federal.

O Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do Distrito Federal (Sinterj/DF) insiste na diferenciação de aumento salarial para as mídias impressa e eletrônica. Com pouco avanço, as empresas apresentaram a proposta 4,5% para o segmento impresso (abaixo da inflação) e 5,62% para o segmento eletrônico, este último correspondente ao índice da inflação.

"Além de ser um tratamento equivocado, a diferenciação proposta pelos patrões não faz sentido frente à realidade das redações hoje. Um profissional que escreve matéria para o jornal e para o site vai ser classificado como mídia impressa ou eletrônica? E a consulta mostrou que a categoria não aceita essa inovação prejudicial do Sindicato patronal", diz Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do DF

Além de rejeitarem a proposta das empresas, os jornalistas também validaram a nova contraproposta dos trabalhadores que foi aprovada em assembleia na última segunda-feira, 2/6. O reajuste ficou em 8,5%. O aumento para o tíquete-alimentação foi aprovado em 8,3%, com o valor mínimo de R$ 15 (confira abaixo a contraproposta). "Enquanto os patrões fazem ajustes de 0,12% no índice, a categoria mostra que quer negociar. Mas o processo só vai avançar se as empresas verem que a proposta colocada na mesa ainda é muito insuficiente", afirma Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.

A próxima reunião foi agendada para o dia 11 de junho. 

Prioridades

Outra votação realizada na consulta foi o levantamento de de prioridades para a negociação da Convenção Coletiva deste ano. Os jornalistas indicaram até três itens que consideravam mais importantes. Os temas mais caros à categoria são o ganho real e o aumento do piso salarial. "O levantamento mostrou que diversos itens são considerados importantes para os jornalistas, como licença-maternidade, compensação adequada de horas-extras e medidas de segurança, mas a melhoria do salário e do piso seguem como questões centrais e isso precisa ser entendido pelas empresas", explica Leonor Costa, coordenadora-geral do Sindicato.

Confira a proposta da categoria e a contraproposta dos patrões que serão levadas à consulta.

 

 

Proposta da Categoria

Proposta dos Patrões

Reajuste salarial

8,5%

4,5% para mídia impressa e 5,62% para mídia eletrônica

Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

50% da remuneração com teto de R$ 2.400 e piso de R$ 1800

35% do salário-base de 5 horas, com teto de R$ 2.115 e piso de R$ 1.480

Auxílio-alimentação

Aumento de 10% com o valor mínimo de R$ 18 por dia

R$ 7,50 por dia, sem fornecimento nos períodos de férias e afastamentos

Piso Salarial

R$ 2.170

R$ 2.037

Segurança

Obrigação de fornecer equipamentos e treinamento de direito de se retirar de cobertura perigosa

Criação de comissão paritária para propor medidas de segurança

Equipamento fotográfico

Adicional de 30% com especificações de mínimo para o equipamento

Estabelecimento de modelos de equipamentos com percentuais diferenciados

 Horas-extras

Adicional de 100% e compensação de 2 pra 1 hora-extra trabalhada

Adicional de 70% (duas primeiras), 65% (demais horas) e 100% (dias de descanso) com compensação de 1 pra 1.

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